Conta-se nesse manhwa a biografia de Che desde seu nascimento na Argentina até a sua morte na Bolívia. O autor enfatiza o período em que Che foi um dos líderes da Revolução Cubana - é destacado o período da revolução- desde o desembarque em Cuba até o momento em que os revolucionários chegam ao poder. Outro destaque importante realizado pelo autor são as circunstências da sua morte na Bolívia.
A destacada ênfase no processo revolucionário cubano é usada como recurso para apresentar as idéias de Che. Por meio dos diálogos dele com os camponeses que se voluntariam para a revolução, Yong-Hwe utiliza trechos e/ou adaptações dos textos do Che. As cartas à família deixada na Argentia também são citadas. Cabe aqui uma crítica: as conversas ficaram pouco naturais, a adaptação dos trechos não fez do texto final algo bem fluido.
Outra crítica cabível à obra é a quase-santificação do biografado.Sem dúvida alguma Che foi um homem admirável, de um altruísmo raro de se encontrar na História. Mas daí pra uma quase-santificação... O próprio autor destaca no início da biografia que cada um vê Che de um jeito. O "meu Che" não é um quase-santo, mesmo admirando muito ele.
Em alguns momentos, Yong-Hwe demonstra um bem vindo senso de humor, como no que junta o didatismo de explicar o que é imperialismo com a figura pop de Darth Vader.
Aqui a ilustração:

Como saldo final, nota 3 de 5. O que faltou? Diálogos mais naturais em alguns trechos. O que sobrou? Romantização do personagem. Mas o balanço final é positivo. O senso de humor, a consciiência de estar apresentando uma visão, dentre outras possíveis. O didatismo usado para explicar as idéias e ações do Che. Recomendado, enfim.
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