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segunda-feira, 14 de março de 2011

O eterno retorno

 


Pois é, deixei o meu pobre blog abandonado por quase dois meses. E quando volto, fico naquela crise: o que escrevo? Decidi que vou falar o que fiz e não fiz nesse tempo. O que mais fiz: estudei. É, qualificação do mestrado taí e não vou bobear. Como a maior parte da minha energia está focada no mestrado, está restando pouco tempo e - especialmente - energia para o resto.

Leituras de prazer então, nem se fala. A minha leitura de prazer está tão desorganizada que tudo o que fiz nesse tempo foi durante uma viagem!! Sim, terminei de ler História Universal da Infâmia e li um pequeno volume de tiras da Mafalda. . Comecei o Rei Lear, pro Clube de Leitura do Meia Palavra, e abandonei. O livro de fevereiro pro Clube de Leitura 2011 deixei pra março (sem saco e sem tempo de ler O que é isso companheiro? - aliás, vou ler mais por questão de honra do que por vontade do momento). Ainda estou relendo o Duas Torres (Senhor dos Anéis). Uma bagunça literária, enfim. 

Ainda falando em livros, comprei QUATORZE em fevereiro. Por uma simples razão: meu presente de aniversário lindo maravilhoso, por parte do namorado, foi uma viagem com ele a Buenos Aires. Maravilha só. Uma semana naquela cidade, morrendo de inveja dos portenhos: eles tem infinitamente mais oferta de cultura do que eu. E olha que sou carioca, da capital, uma das cidades do Brasil com mais oferta cultural para todos os gostos. A outra coisa invejável de Buenos Aires é a conservação da cidade (ao menos centro e áreas turísticas) invejáveis. As ruas principais do centro bonitas, limpas, arborizadas. Praças frequentadas por todos, parques que realmente são áreas de lazer de quem mora lá. Ai que inveja. E, claro, comprei livros e marcadores de livros. Estando numa cidade com tanta oferta, não pude resistir - ainda mais porque minha leitura em espanhol é boa...

Musicalmente, fiz algumas descobertas: Two Door Cinema Club, Vampire Weekend. Bandas recentes, numa vibe meio rock meio dançante, mas cada uma com as suas marcas, o que me fez ouvir muito e até enjoar um pouco de Vampire...rsrs. Em Buenos Aires, comprei um CD de violão instrumental, com músicas espanholas e portenhas. Sensacional. Ainda relacionado com música, o museu dos Beatles com a maior coleção do mundo. Linda visita. E comprei um DVD do espetáculo de tango que assisti :)

E, claro, vamos de Artes Plásticas. Em Buenos Aires fiquei impressionada com a cultura dos ricos de lá. Eles colecionam obra de arte pelo valor artistico, e depois doam/vendem aos museus. Aqui, cadê as coleções de particulares brasileiros, cadê? Voltando ao Brasil, exposição do Escher. Lindo lindo lindo.





terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Senhor dos Anéis–A Sociedade do Anel


Estou eu relendo o Senhor dos Anéis, aqui vão algumas das minhas impressões da releitura. Aqui vai o que vou publicar como resenha no Skoob e no Shvoohg:

O primeiro livro da saga O Senhor dos Anéis narra o início das aventuras do hobbit Frodo Bolseiro e seus companheiros contra o Senhor do Escuro, Sauron. Da partida do Condado (a vila de Frodo), passando pelo Conselho de Elrond em Valfenda, às Minas de Moria  e chegando ao fim com o rompimento da Sociedade.

O início deste livro, para alguns, é bem entediante. São apresentados os hobbits, povo de pequena estatura e pequenas ambições. Como são gastas várias páginas para essa ambientação, muitos leitores ficam entediados. Mas para se conhecer uma descrição idílica de homem do campo (tema recorrente na literatura) feita na primeira metade do século XX esse trecho é fundamental. E os três primeiros capítulos são também essenciais para se entender como pequenos hobbits conseguem realizar grandes feitos, apesar de todas as expectativas em contrário. Um trecho grande, é certo, mas importante.

Quando alguns leitores não desistem nesse trecho, desistem no cap. “Floresta Velha”, por conta da dificuldade de se atravessar a floresta, ela mesma um personagem. É voz dada à natureza, uma das marcas de Tolkien (e um motivo pros hippies amarem-no). Revoltada com os destratos que sofreu, a floresta procura dar o troco em qualquer intruso – e aqui vai um capítulo de quatro Pequenos tentando vencer a fúria da natureza.

Passada a primeira metade do livro, com a decisão do que fazer com o Anel tomada, inicia-se a parte de maior aventura, a jornada para o Sul. A Sociedade formada, passamos a conhecer melhor outros povos da Terra Média, através dos personagens-representantes: os homens com Boromir e Aragorn, os elfos com Legolas e o anões com Gimli. Todos lutando contra um Senhor do Escuro que almeja poder para escravizar, destruindo o que estiver no caminho do seu domínio. É contra essa ambição desmedida que os povos livres da Terra Média lutam, a ambição personificada em dois vilões traiçoeiros: Saruman e Sauron.

Sendo a primeira parte de três de um grande livro (c. 1000 pgs), A Sociedade do Anel encerra com mais problemas do que soluções: a chave para a continuação da jornada de Frodo e companhia.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A Batalha do Apocalipse

abda

Livro: A Batalha do Apocalipse – Da Queda dos Anjos ao Crepúsculo do Mundo
Autor: Eduardo Spohr
Editora: Verus (Record)
Ano: 2010
Sinopse no Skoob:
Há muitos e muitos anos, há tantos anos quanto o número de estrelas no céu, o Paraíso Celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio, e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o dia do Juízo Final.
Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas, o dia do despertar do Altíssimo. Único sobrevivente do expurgo, o líder dos renegados é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na batalha do Armagedon, o embate final entre o Céu e o Inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro do universo.
Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano; das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval. A Batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana, mas é também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, cheio de lutas heróicas, magia, romance e suspense.
Confesso que quando li a sinopse, ela não me causou uma boa impressão. Podia ser apenas mais uma história de seres sobrenaturais, acompanhando a atual moda literária. Eu queria ler, mas estava sem disposição para gastar meu dinheiro num livro que podia ser um clichê puro, modinha-de-internet e nada mais. Qual a solução para meu dilema? Participar de uma promoção na internet, claro. E aí tive uma dupla sorte: descobri um ótimo blog nerd – o Nerdbox - e também um ótimo livro.
Não sei se já deixei claro, mas o meu estilo preferido de literatura é aquele em que me impulsiona para ler ainda mais. Um livro que contenha referências (de preferência não muito óbvias) a outros livros e a outras culturas me fascina. E o Eduardo Spohr foi um mestre nesse aspecto: Ablon, o protagonista, percorre da China antiga até o Rio de Janeiro do século XXI. Foram visitadas diferentes culturas em diferentes temporalidades e todas foram mostradas de forma a instigar mais buscas por conhecimentos dessas culturas. Spohr já começa com um ponto positivo.
Vamos ao par romântico de Ablon: a feiticeira Shamira. Outra ótima oportunidade do Spohr escorregar: um anjo apaixonado por uma feiticeira. Mas, nem assim ele errou: a história deles não é melosa, e a Shamira…. bem, eu adorei a Shamira. Spohr desenvolve muito bem os personagens, e a Shamira é um ótimo exemplo. Já ouvi dois podcasts sobre o livro, entrevistas com o próprio. Ele sempre ressalta a importância do elemento feminino para o desenvolvimento do protagonista masculino nas suas falas, e ele desenvolveu muito bem essa importância na sua história. E sem esquecer o próprio desenvolvimento da Shamira, independente da sua “função” na história do Ablon.
Como pode-se ler no título e na sinopse, a história principal se passa no Apocalipse. Mas sim, a Babel lendária, a China antiga, aparecem: são capítulos de flashback em que se mostram os desenvolvimentos dos personagens e dos seus conflitos através da História. Como li por aí, alguns se embananaram com esses flashbacks, chegando a quase perder o fio da meada. Pra mim, esses flashbacks contém algumas das melhores passagens do livro, cheguei quase a lamentar o fim de cada um deles. E cada um dos flashbacks é necessário para o entendimento final dos personagens – além de serem leituras deliciosas (e eu amar ficção histórica).
Por fim, os anjos. Fantásticos, todos. Os vilões inclusive. Bem construídos, bem diferenciados dos humanos. Não sou escritora, e não pretendo ser. Mas deve ser bem difícil diferenciar raças diferentes, cada uma com uma forma de encarar o mundo. E Spohr faz isso muito bem: homens e anjos, cada um com suas características, são bem delineados. E, sendo uma história focada nos anjos, a diferença entre eles é gritante, cada um com um desenvolvimento e com personalidade próprios. A diferença de perspectivas que são geradas pela mortalidade dos homens e imortalidade dos anjos é muito bem feita.
Por fim, a parte chatinha. Não chega a ser um trecho chato. Mas é uma chatice repetida no livro inteiro. Todos os personagens tem codinomes e frases que o caracterizam, e o que aparece em todo o livro? Esses codinomes. Quem leu Odisséia, ou 1001 noites, ou alguma dessas narrativas em que os codinomes são repetidos à exaustão, sabe do que estou falando. Encheu o saco. Quando se pensa numa narrativa em que tem como ponto de partida a tradição oral ainda vai, a repetição dos codinomes pode ser um recurso tanto para quem narra como para quem ouve. Mas num livro escrito no século XXI isso encheu.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

História das Invenções


Quando pensei num livro infanto-juvenil para o tema de janeiro do Desafio Literário 2011, pensei logo num dos livros que mais me inspirou na vida: o Histórias do Mundo para as Crianças, do Monteiro Lobato. Só que aí lembrei que a ideia do desafio é ler livros inéditos para os desafiantes. Daí tive que escolher outro, e fui para o História das Invenções, também do Monteiro Lobato. Esse foi um dos poucos livros infanto-juvenis dele que não devorei algumas milhares de vezes na infância. Como uma das minhas metas de leitura pra vida é ler toda a obra do Lobato, escolhi aproveitar o desafio e pagar o débito.Esse foi um débito por uma razão muito simples: eu sempre que pegava o livro abandonava. Mas vamos a ele. Depois falo porque abandonei o pobre umas duas ou três vezes.

Os livros infantis do Sítio podem ser divididos basicamente entre aventuras e serões explicativos da Dona Benta (bem paradidáticos). E há ainda os que misturam os dois tipos. O História das Invenções fica no “paradidático”. Dona Benta recebe um livro de um alemão em casa, lê o livro e resolve apresentar a seu modo o conteúdo para as crianças (e a Emília, claro). Daí o “serão”, a última atividade antes das crianças irem dormir.

Claro que as explicações são muito bem feitas. O Lobato, sem ter diploma de pedagogo ou algo relacionado, tinha uma didática exemplar. Mas o livro é chatinho. As asneiras da Emília não compensam as explicações científicas, ou a seriedade do Pedrinho e da Narizinho. Para complicar mais um pouco (especialmente o meu entendimento quando era criança), as invenções não são apresentadas de forma cronológica,mas como prolongamentos mecânicos do corpo humano: mão, pé, boca. É muito difícil abandonar a cronologia, ainda mais porque é a fórmula que estamos mais acostumados.Pra piorar, pra quem teve desde cedo tendência para humanas o esforço para entender é ainda maior, porque afinal está-se falando de coisas mais relacionadas a exatas.Resultado: eu, criança, não entendi muito bem, tive que ficar adulta pra entender.

O ponto positivo do livro é o talento do Lobato em explicar de forma simples funcionamentos complexos. Mas isso não bastou para o livro ficar bom. Muito sisudo, muito adulto pra ser infanto-juvenil. Dessa vez o Lobato, o escritor que mais me inspirou na vida, errou a mão.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Meme Literário: Essa Semana..#1

Já tinha me decidido a participar deste meme, proposto pelo Lost in Chick Lit para movimentar a blogosfera. Vamos a um trecho do post do blog, falando sobre a criação:
 Observando o hábito dos blogs estrangeiros de se comunicarem e compartilharem através de memes (como O Im my Mail Box hospedado pelo The Story of Siren, Waiting on Wednsday, Follow Friday ..) percebi que não temos nada aqui no Brasil capaz de unir a blogosfera literária. Que cá pra nós tem dezenas de blogs ótimos, perfeitos e tudo de bom com o qual fiz maravilhosas amizades mas que anda pecando em comunicação e até mesmo amizade (sem contar os rumores de que alguns consideram outros blogs "concorrência", o que na realidade é uma grande burrice porque  nenhum blog é uma ilha e criar inimizade na blogosfera é que nem dar um tiro no pé).  Então fiquei matutando por semanas pensando o que a gente poderia fazer de legal e que ainda não foi criado! (o que bem é difícil porque já criaram coisas ótimas) 
Então vem comigo na  ideia! 
Apesar de resenharmos diversos livros, não expressamos diversas sensações mais abrangentes envolvendo o nosso hábito de ler os livros, coisas do tipo quantos livros lemos essa semana, qual o gênero que estamos empolgadas de ler no momento, qual o personagem que você está gamada, melhor quote da semana.. São coisas tão simples mas ao mesmo tempo tão legais de ser compartilhadas. 
Por isso pensei, porque não criamos uma pequena listinha de perguntas rapidinhas capaz de sintetizar nossa semana literária de uma forma divertida? 
Então todo domingo farei uma postagem do Essa Semana... e hospedarei o Mr. Linky para vocês compartilharem suas postagens. Sei  que nossa blogosfera é bem menor do que a internacional anglo-saxônica, mas acho dá pra fazer algo bem legal. 
Então, tinha pensado em participar, mas ficava só na ideia. A partir desta segunda, atualizarei uma vez por semana, às segundas, as respostas sobre a minha semana literária, usando as perguntas boladas no Lost in Chick List. Quem é blogueira (o) e gostou da ideia, basta clicar aqui pra saber como ter o link do seu post publicado por lá. Ok, vamos às perguntas e respostas:


Leitura do momento:
A Batalha do Apocalipse
A Sociedade do Anel


Li essa semana:
Só #ABdA mesmo


Resenhei essa semana: ----


Super Posts:

Ultima Compra: --


Desejo Comprar Urgentemente: Fundação, Isaac Asimov


Conversa imaginária com personagem fictício: Shamira, minha fia, pra que ficar escondendo coisas, hein?


Eu falaria para o autor:  Parabéns, seu Eduardo Spohr, com uma sinopse que a princípio não chama muita atenção, o senhor conseguiu me surpreender pela qualidade da narrativa e da história =)


Estado de Espirito Literário:



Literary Crush (paixão literária do momento):
---
Queria ver no Brasil:
History of Middle Earth (custa nada sonhar...)

Im in mood for... (gênero literário do momento):
Anjos, demônios, espíritos, feitiçaria


Hey Mr, Postman (ultima coisinha que chegou do correio): ------

Super Quote: -----


Vi e viciei (booktrailers, trailers, videos whatever): -------


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Dica: livros grátis no e-mail

Sim, isso mesmo. E de graça. Mas não é um livro inteiro para se fazer o que quiser, engraçadinho. É para acabar com a desculpa esfarrapada de "não tenho tempo pra ler". Quem não tem cinco minutos pra ler por dia? Mesmo quando estou empanturrada de tarefas, tenho esse tempo."Estou tão cansada (o) que nem penso em abrir um livro. Mas, com um serviço desses, não precisa abrir um livro. Basta conferir a caixa postal do e-mail que, voilá, 5 min (ou 10, ou 15, a escolha é do freguês) de leitura do livro que a pessoa escolher. E são uns  cento e tantos livros à escolha, no site em português, o Leitura Diária, em que se pode escolher o livro por autores,títulos ou gêneros.

Começando a usar o serviço, estou lendo Minha Luta, do Hitler. É, como historiadora, não posso deixar de ler esta bosta. E como esta bodega não pode ser editada até 2015 (Hitler doou os direitos ao governo da Baviera, e até a obra cair em domínio público o governo se negou a deixar publicar), aproveitei a chance de ler, e de graça.

Existe também a versão anglo-saxã do mesmo serviço. Bem mais robusto, o DailyLit tem muitas categorias a mais, com, é claro, muitas outras opções de livros. E tem livros não apenas em inglês, mas infelizmente nenhum em português.

Como não podia deixar de ser, indico aqui o blog em que descobri os dois serviços: Livros e Afins , ótimo blog sobre livros, literatura, mercado editorial...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Dia 22 - Um site

Difícil a tarefa de indicar só um site, dentre vários que visito sempre. Mas vou indicar um dos que mais visito, por tratar de um dos meus assuntos preferido: literatura. Fica a dica do Meia Palavra, porque se vamos parar no blog (que recentemente entrou para o Portal MTV), podemos ficar só nele (com o conteúdo por si só ótimo) ou podemos também nos estender e irmos para o fórum.


Já descobri algumas coisas pelo conjunto-da-obra Meia Palavra: pessoas, livros, indicações, o fato de que posso ser considerada bibliófila. Quadrinhos, clássicos universais, literatura pop: comentários sobre tudo e mais um pouco, sem preconceitos. E ainda: o Clube de Leitura, a cada mês um livro sendo discutido no fórum - de literatura pop a clássicos. Esse mês tá difícil participar: tô achando Madame Bovary meio chatinho... mas vou tentar chegar onde a discussão está: 80 páginas além da que estou, aff Maria.

Meia Palavra por Meia Palavra:

O Meia Palavra nasceu ao contrário: surgiu como um fórum, um espaço novo para discutir literatura entre amigos, e do fórum saiu a idéia de montar um blog para todas as pessoas que se interessam por literatura sem preconceitos e sempre de bom humor. O blog tem áreas também sobre música, cinema e quadrinhos, e o que mais for arte e interessante, e está aberto a colaborações. As atualizações regulares fazem com que sempre tenha alguma coisa nova, portanto, não deixe de conferir! A Equipe dá boas vindas e manda sentirem-se a vontade, mas avisa que quem quiser água vai ter que buscar lá na geladeira.

Se quiser saber mais sobre o Meme de Setembro e ler os outros posts, clique aqui. 

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Minhas próximas leituras

É sério, estava tentando não ler trocentos livros ao mesmo tempo, juro que estava. Mas aí fui tentar a sorte numa promoção sem esperar PN e ganhei o quarto livro do ano em promoções de blogs. Feliz com a segunda grande sorte do ano (sim, grande sorte: os livros parecem ser bons e eu não entro em tudo que é sorteio), decidi que, junto com a releitura de Senhor dos Anéis (só porque amo mesmo) e com a leitura do Madame Bovary (por causa do Clube de Leitura Meia Palavra), vou ler os livros que ganhei (um a um, claro). Ah, mas quais são os livros, e quais são os blogs que fizeram promoções que eu ganhei?

Os três primeiros livros eu ganhei na promoção de aniversário do ótimo blog de resenhas literárias r.izze.nhas, sobre o qual eu já falei aqui. Dentre eles, vou começar com Areia nos Dentes, o que mais me deixou curiosa. Vamos então, às sinopses, roubadas do post de apresentação da promoção do r.izze.nhas:

Raiva nos Raios de Sol, de Rodrigo Mantelli: é uma reunião de contos do autor, que são perturbadores e, por isso, muito bons. São fáceis de ler, embora alguns possam embrulhar o estômago. Mas isso só aponta a maestria de Mantelli na ambientação das suas histórias.






A Virgem que Não Conhecia Picasso, de Rodrigo Rosp: infelizmente, não li esse. Por que não? Ora, o livro veio fechadinho, todo bonito, não quiz estragar! Mas também são contos, e posso dizer que são bons porque li pelo menos o segundo livro do autor, Fora do Lugar, e amei seus textos bem humorados. 







 Areia nos Dentes, de Antônio Xerxenesky: esse é o famoso livro de zumbis no faroeste. Já falei bastante dele, e o pessoal que frequenta o Meia também ouviu. E não é por menos, o livro realmente é muito bom! Só pela mistura já vale a pena. Mas ele vai além do que se espera. Leitura obrigatória.






Mas o primeiro livro que vou ler, dessa leva de "Alinde tendo sorte em sorteios na internet", vai ser o A Batalha do Apocalipe, que ganhei hoje no sorteio da promoção de um ano do blog Nerdbox. Não lembro bem porque comecei a acompanhar o blog, se por um RT do sorteio ou por um RT qualquer. O fato é que estou acompanhando o blog através do twitter do mesmo e tá valendo a pena, não só por causa do sorteio: vários RTs interessantes, além de propaganda dos posts do blog, obviamente. E sobre o que é o blog? Como o nome bem dá a dica, nerdices - segue parte da descrição feita por eles
O blog nasceu pela paixão por brinquedos, bonecos e afins. Para aqueles que são nerds. Para os que acabaram de descobrir que são nerds. (Na verdade você sempre soube, né?). E também para os nerds padawans. Afinal todo mundo precisa começar por algum lugar!

E, claro, como eu ia esquecendo, a sinopse de A Batalha do Apocalipse:

Há muitos e muitos anos, há tantos anos quanto o número de estrelas no céu, o Paraíso Celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio, e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o dia do Juízo Final.

Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas, o dia do despertar do Altíssimo. Único sobrevivente do expurgo, o líder dos renegados é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na batalha do Armagedon, o embate final entre o Céu e o Inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro do universo.

Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano; das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval. A Batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana, mas é também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, cheio de lutas heróicas, magia, romance e suspense.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Dia 13 - Um livro de ficção


Foi um pouco difícil pra mim a escolha de OUTRO livro de ficção, mas no final das contas pensei num que gostaria de ter escrito antes, mas tinha faltado tempo/disposição pra tal.

A primeira vez que li O Pequeno Príncipe estava com uma expectativa muito alta, e isso NUNCA é bom. Anos depois, mais precisamente há uns dois meses, fiz a releitura. Livro curto, juvenil, lido em menos de uma tarde. Lindo. De uma forma muito simples, Saint-Exupéry discorre sobre o que importa na vida de uma pessoa: o contato bem realizado com outras pessoas. Que, de outra forma, nos isolamos. As críticas que fez à sociedade européia em 1943 são pertinentes ainda hoje. Críticas pesadas realizadas de uma forma muito leve e gostosa. Vale a pena ler, com certeza.

Quer saber mais sobre o meme de setembro? Clique aqui.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Dia 12 - Um conto

Continuando o meme de setembro (eu ainda boto em dia o meme).

Não tinha a menor idéia de que conto postar aqui, então decidi catar na internet um miniconto que eu gostasse:

Domingo
Ele odiava os finais de tarde de domingo. Não havia pior hora. A semana era suportável em sua rotina de trabalho, cansaço e sono; o sábado era o dia de fazer as compras da semana, de jantar com a mãe e de ir ao cinema; porém aquele horário dominical de completo ócio, em que sentia possuir forças além da necessidade, era terrível. Sentado na sala, pôs um CD e começou a organizar mentalmente a agenda da semana. Sua angústia crescia ao notar os compromissos avolumando-se. Havia os imediatos e os outros, piores, os quais costumeiramente eram deixados para depois. Procurava organizar-se. Ergueu-se e , deixando o volume da música mais alto, foi ao armário de remédios procurar um calmante. Pegou o comprimido e abriu a geladeira para servir-se de água. Viu um garrafão de vinho pela metade. Largou o comprimido sobre o esmalte branco da geladeira, apanhou o garrafão, um funil e, cuidadosa e amorosamente, passou a dividir o conteúdo do garrafão em garrafas menores. Deixou os três frascos iguais exatamente no mesmo nível e procurou rolhas. Enfileirou o resultado na porta da geladeira, desligou o som e ligou a TV.

sábado, 11 de setembro de 2010

Dia 5 - uma citação de alguém

Então, seguindo o meme de um mês... agora vou dar uma corridinha, porque, sabe, estou no dia 11 postando o meme #5... vamos às minhas citações.

Como não tinha nada em mente, fui à página O Citador pra ver se me inspirava. Demorei um tanto, só tinha vontade de citar coisas pessimistas, mas no final das contas lembrei do Pequeno Príncipe e resolvi tirar do Antoine de Saint-Exupéry porque estou num momento muito emo "como amo meus amigos, minha família, meu namorado". Culpa do #OMG2010. Então vamos a elas (nunca na vida que vou conseguir UMA citação):

Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível para os olhos
Essa é uma das frases que me define, desde criança. Quando criança, meu desenho da Disney preferido era... a Bela e a Fera. Depois, adolescente, ficava me enfeiando pras pessoas não se importarem com a minha aparência. E continuo pensando assim. Um pouco mais vaidosa, é verdade. Mais exigente com a aparência dos outros(especialmente como se cuidam), também é verdade. Mas nunca vou deixar essa minha verdade de lado, de que o essencial é invisível para os olhos. Algo tão definidor desde sempre não se abandona assim.

Foi o tempo que perdi com a minha rosa que a fez tão importante

Isso vale pra todos que amo: meus amigos cariocaxx, meu amor, meus amigos da putaquepariu lá longe. Tempo virtual também é tempo, né? E de forma alguma perdido. Cada minuto que fico falando besteiras, seja ao vivo, seja no msn, com vocês, é precioso pra mim.

Fechando nada emo, com Einstein:

A curiosidade é mais importante do que o conhecimento
Só porque eu não queria fechar sem frase sobre educação/conhecimento... e porque adoro o Einstein ^.^

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Dia 4 - meu livro favorito

Os meus posts do meme vão ficar assim mesmo, atrasados. Dia 4 viajei para ver amigos fantásticos em São Carlos-SP e voltei dia 6, e não tive muita chance de atualizar o blog. Como estou cheia de coisas pra fazer, nem vou ficar correndo pra deixar certinho dia 4 do meme no post 4.Quem sabe depois consigo deixar certinho, mas não é minha prioridade e tal (mestrado faz isso com pessoas).

 Sim, meu livro escolhido pro post é o Senhor dos Anéis. Não é uma obra prima, eu sei. Mas é um livro que inspirou muitas coisas boas na minha vida(amizades, como essas que fui encontrar em São Carlos, inclusive), e é isso que vale pra mim quando faço essa escolha.

Sendo ambientado num contexto que lembra a Idade Média, o livro me inspirou, na faculdade, a estudar Idade Média - começando pelas duas cadeiras obrigatórias. E bem, o que estudo agora? Idade Média. Não a nórdica-anglo-saxônica, fonte de inspiração do Tolkien, mas mesmo assim conta como inspiração pra mim.

Falando em inspiração, amo livros que me inspiram a ler outras coisas - e, sabendo quais textos medievais inspiraram Tolkien a escrever sua obra, estou indo atrás deles.Beowulf, Sagas Islandesas, lendas nórdicas. Para quem sempre amou mitologia e histórias de cavalaria, um prato cheio ^.^

Recentemente, tenho me interessado pelo estudo de línguas, e são dele as únicas línguas inventadas que tenho vontade de estudar: quenya e sindarin (as línguas élficas). Pra quem não é fã, é um desejo estranho, eu sei. Mas quem ama mesmo a obra do Tolkien sabe que todas as sagas escritas por ele não existiriam não fosse o amor dele por línguas, que o levou a inventar línguas a partir de linguagens medievais. A partir das línguas é que ele criou as histórias pros povos falantes das mesmas - e daí vieram seus livros: Hobbit (em menor medida inspirado pelas línguas, mais uma história para seus filhos), Senhor dos Anéis e suas obras póstimas - Silmarillion, Contos Inacabados, History of Middle Earth...

Senhor dos Anéis não me chama atenção somente pelas leituras e estudos adicionais que inspira, mas pelo perfeccionismo do Tolkien. Ao criar diversas raças, se preocupou em dar veracidade a elas, fazendo características inerentes a cada uma, histórias para cada uma. A narrativa não tem fios de história soltos. E ele conseguiu, a partir de um plot a princípio bobo - destruir um anel maléfico - construir uma história que se sustenta por mais de mil páginas. Com aventura, pausas para reflexão,momentos em que o valor da perseverança é destacado, outros em que o destaque é para o valor da amizade. E sem ser didatiquinho, a discussão desses valores se inserem no meio da narrativa naturalmente.

Enfim, um livro que já li duas vezes e estou lendo pela terceira. E provavelmente ainda lerei muitas outras vezes na minha vida - sendo ele uma obra prima ou não.

Querendo saber mais sobre o meme de um mês, clique aqui.


quarta-feira, 18 de agosto de 2010

E-readers ou livros em papel?


Com a popularização cada vez maio dos e-readers, está-se criando uma polêmica que, a meu ver, pode ser uma grande bobagem: o objeto livro vai se tornar uma excentricidade? A meu ver, não. Não gosto de bancar a futuróloga, mas acho que ambos irão coexistir, livros e e-books.

No início do século XX, quando surgiram os primeiros LPs, a pergunta foi: e os rádios? E os shows ao vivo? As pessoas vão ter acesso às músicas no recôndito de seu lar... quando a TV surgiu, a mesma pergunta em relação ao rádio: ele vai se extinguir? Não, ele não se extinguiu: apenas mudou a sua programação, rádio-novelas passaram a não fazer mais sentido. E assim em diante.Viajando-se para algumas décadas adiante, a internet passou a representar um grande risco para o mercado de CDs e DVDs: é só baixar, pra que vou gastar dinheiro para ter algo físico se posso ter o mesmo com a mesma qualidade(nem tanto em relação a música, mas enfim) gastando ou muito menos ou nada? Essas indústrias sim estão em risco de extinção, a meu ver. Especialmente a de CD - não a musical. A infra-estrutura das gravadoras ainda oferece bastante aos artistas, ou parte deles não estaria brigando contra a pirataria. O modelo de negócios vai mudar, mas o negócio vai continuar.

Com o livro, tem-se uma relação muito diversa à que temos com CDs e DVDs. Não nos apegamos tanto ao material que constitui um CD-DVD-Bluray, mas ao papel... se não se apega tanto mais à escrita manuscrita, o manuseamento do objeto livro, a beleza do mesmo (especialmente se for uma boa edição), a história que cada objeto-livro encerra em si são, a meu ver, insubstituíveis. E pra que ter uma biblioteca embaixo do braço se lemos no máximo uns 3 livros por vez? E quem precisa carregar uma biblioteca no metrô, se podemos carregar um livro, abrir, sentir seu cheiro e ler o mesmo no trajeto? E o maravilhamento de estar DENTRO de uma biblioteca, o e-reader vai substituir? Não, o e-reader não vai substituir nenhuma dessas sensações. Ele vai criar outras, mas será mesmo que vai substituir uma cultura de 5 mil anos? O hábito de ouvir música em casa, a hora que se queira, tem menos de 100 anos. A cultura do livro - do manuscrito ao impresso- tem 5 mil anos. Como disse acima, detesto bancar a futuróloga, mas acho que o e-reader vem a ACRESCENTAR, não a SUBSTITUIR a forma da cultura escrita. E quem vos escreve é uma amante de tecnologia, não alguém que tenha aversão à mesma, alguém tradicionalista, que não goste de nada digital. Quando tiver meu smartphone (porque sim, eu quero ter), vou usar pra ler e comprar livros, isso é fato. Mas o hábito de ler no smartphone/no e-reader no metrô ou no avião, ou em qualquer outro lugar NUNCA vai substituir a minha paixão pelo objeto livro. Quando tiver filhos, vou ler para eles com livros em papel. E é assim que a cultura do objeto-livro vai continuar: o deslumbramento visual, olfativo e do tato  passado de pai/professor/educador para as novas gerações, se Deus quiser e meu pequeno exercício de historiadora-futuróga estiver minimamente correto.

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sábado, 7 de agosto de 2010

Promoção 100 livros ou 1 Ipad

O Skoob  (rede social de livros) está com um lindo sorteio em que você pode ganhar ou 100 livros ou 1 Ipad (o participante escolhe). Eu, como adepta do objeto livro, escolhi os 100 livros. Adoro tecnologia, mas não sou muito fã da Apple e nesse quesito eu prefiro os bons e velhos livros de papel do que a qualquer leitor. Algum dia ainda terei um, mas se for pra escolher numa promoção...

Então, para participar da promoção, se for cadastrado você vai no link da promoção, escolhe o que quer ganhar (os 100 livros você escolhe dentre uma lista de possíveis), e faz um cupom. Quanto mais pessoas se cadastrarem no Skoob através do link do seu cupom, mais cupons você ganha e consequentemente mais chances de ser sorteado. E aí, se for usuário novo, é só se cadastrar e o processo é o mesmo.

CLIQUEM NO MEU CUPOM ABAIXO


e me deixem bem feliz e contente.


sábado, 31 de julho de 2010

Harry Potter

Ontem eu reli O Pequeno Príncipe, e estava planejando falar dele aqui hoje. Mas abandonei o plano por um motivo de força maior: aniversário da J.K Rowling e do Harry Potter. Lendo esse post aqui sobre a importância da série na vida de uma amiga, me toquei: não tenho como não escrever homenageando também. Essa minha amiga é 5 anos mais nova do que eu, e começou a ler a coleção pela primeira vez quando estava na faixa etária indicada pra eles  tinha 10 anos. Ela tinha o mesmo problema social que eu tinha aos 10: só ela da sala dela gostava de ler, as outras meninas querendo ser adolescentes antes da hora.Resultado: isolamento relativo, que se resolveu com o tempo, com amizades mais velhas, de pessoas com interesses semelhantes. 

Eu comecei a ler na mesma época que ela, mas eu tinha 5 anos a mais: 15 anitos. No auge da minha arrogância adolescente, implicava feito o que, com a "modinha". Mas meu irmão, hoje com 20 anos, estava com 9 e era um menino que não gostava muito de ler até... dentre outros, conhecer Harry Potter. E tem leitura melhor prum moleque de 9 anos? Não. Ele insistiu, insistiu, e lá fui eu ler os dois primeiros livros. Pra ficar completamente viciada.Acho que li os quatro primeiros livros umas 3 vezes cada, e por uma razão muito simples: os livros nos fazem sonhar com um mundo bem próximo ao nosso, e fazendo referências a várias mitologias que eu sempre adorei (o tal do Monteiro Lobato me ajudou a ter curiosidade precoce por mitologia, aos 15 já pescava as referências da J.K. Rowling). Não só isso, como a paixão que os livros me suscitaram na época me lembrou muito a paixão literária da minha vida: o Monteiro Lobato. 

E não é só isso que agradeço a ela, a manter meu interesse pela leitura numa época em que estava lendo relativamente pouco. Ela me fez um bem danado como leitora, mas fez bem também a dois dos seres mais preciosos da minha vida: a Luisa e o Fausto - ou a minha lindinha que hj tem 19 anos e o marmanjo de 1,87 de 20 anos. São meus irmãos mais novos, e SEMPRE fui coruja, e imagina ver seus irmãozinhos lendo um livro com tanto gosto, e ficar mais próxima deles por conta de uma série fantástica de livros.

É, porque livros não são apenas histórias que nos fazem imaginar enquanto lemos. Livros são objetos que aproximam pessoas, e agradeço a esses objetos -hoje simbolizados por essa série tão cara a mim - amizades virtuais que saíram do virtual (como essa minha amiga do início do post), estreitamente de laços com parentes, amizades outras que começam com "a, vc gosta desse personagem?eu prefiro o outro...". Fica então a homenagem à J.K. Rowling, que nos faz sonhar nos ajuda - olha só - nas nossas relações pessoais.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Lançamento de livro: "Primos"

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Amanhã, 19h, estarei na Livraria DaConde  para o lançamento do livro ao lado: "Primos: histórias da herança árabe e judaica", organizado pelas descendentes de judeus Adriana Armony e Tatiana Salem Levy. Elas convidaram mais outros descendentes de árabes e de judeus, escritores como elas, para escreverem sobre as suas heranças culturais. O livro tem dez contos e é dividido em quatro temas: História, Memória, Alegoria e Tradição e Ruptura.

E sim, o objetivo dos autores é mostrar que judeus e árabes podem e devem conviver, que os primos semitas tem muito em comum, apesar das divergências no Oriente Médio. Como aposto nessa idéia, mega divulgo o livro e torço muito para gostar dos contos (pela seleção dos autores, acho que vou gostar sim =] ). Autores: Adriana Armony; Alberto Mussa; Alexandre Plosk; Arnaldo Bloch; Bernardo Ajzenberg; Carlos Nejar; Cíntia Moscovich; Eliane Ganem; Fabrício Carpinejar; Flávio Izhaki; Georges Bourdoukan; Julián Fuks; Leandro Sarmatz; Luiz Antonio Aguiar; Márcia Bechara; Moacyr Scliar; Salim Miguel; Samir Yazbek; Tatiana Salem Levy; Whisner Fraga. 

segunda-feira, 3 de maio de 2010

100 anos de morte do Mark Twain

Não sou a pessoa mais indicada do mundo para homenageá-lo - só li Tom Sawyer e Hucleberry Finn, e mesmo assim durante a infância e através de versões  resumidas e adaptadas (como detesto essas versões). Lembro que na época gostei, mas não cheguei a amar as leituras.De qualquer forma foram marcantes o suficientes para que eu tivesse vontade de comprar os dois livros no original, fazendo parte da enorme pilha de livros pra ler (logicamente comentarei aqui as minhas novas impressões - será que vou continuar preferindo o Huckleberry Finn?). 

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Mais Teatro, Brasil! Dou a maior força.

Lendo o blog Livros e Afins, soube de uma blogagem coletiva cujo objetivo é ajudar a divulgar a campanha Mais Teatro, Brasil. Campanha esta de iniciativa  da Cennarium, empresa que transmite teatro via web.O objetivo dessa divulgação é a assinatura de um Projeto de Lei de Iniciativa Popular em que se torne obrigatório, para os municípios com mais de 25 mil habitantes, que incentivem através de benefícios fiscais e etcs, construções de Centro Integrais de Cultura. O foco é o teatro, mas esses centro contariam também com cinema, biblioteca, sala de informática... enfim, um centro multimídia de cultura. Levando-se em conta que aproximadamente 95% da população brasileira nunca foi ao teatro e uns tantos também não tem acesso a cinemas, bibliotecas... pode até ser um projeto "sonhador", mas ficar só reclamando não dá, né.
Sempre fui contra a concentração de todo tipo que acontece no eixo Rio-São Paulo: especialmente por ser carioca, gostaria que todos tivessem acesso aos bens culturais que tão bem fizeram e fazem para a minha vida (e falo mesmo do Rio: "cultura", só da Tijuca à Barra - o resto da cidade que venha pra Zona Sul).Muito clichê, mas não tem como não ficar batendo na mesma tecla: enquanto só oferecermos cultura, educação e saúde para uns poucos nosso país não sai dessa imensa desigualdade, vamos continuar entupindo as grandes capitais com pessoas que ficariam nas suas cidades se tivessem melhores condições de vida. E cultura é melhor condição de vida (não viveria numa cidade sem cinema, teatro e bibliotecas nem a pau). Então, concordando comigo.... é assinar aqui.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Dia Mundial do Livro

Hoje é o Dia Mundial do Livro, estabelecido pela Unesco em 1995 como forma de promover a leitura e de homenagear vários escritores mortos nesse dia, dentre eles:



1 - Miguel de Cervantes, em 23/04/1616  [Calendário Gregoriano]
2 - William shakeaspeare, em 23/04/1616 [Calendário Juliano]
3 - Garcilaso de La Vega, em 23/04/1616
4 - Jules Amédée Barbey d'Aurevilly, em 23/04/1889
5 - Gregório da Fonseca, em 23/04/1934
6 - Teresa de La Parra, em 23/04/1936
7 - Josep Pla, em 23/04/1981
8 - Bertus Aafjes, em 23/04/1993
9 - P. L. Travers, em 23/04/1996
10 - Paul Erdman, em 23/04/2007

(lista do blog Listas Literárias)

Como não podia deixar de ser, estou aqui homenageando um dos objetos mais importantes da minha vida: o livro. Foi lendo que descobri qual profissão seguiria, foi lendo que a minha curiosidade por religião se manifestou, graças aos meus gostos literários comecei amizades fantásticas. E, pra uma pessoa sem dinheiro pra viajar o mundo, como eu, que melhor maneira teria de conhecer diversos lugares (e não estou falando apenas visualmente, mas também culturalmente)? Ainda temos a chance de viajar no tempo com as ficções científica e históricas. 

Finalizando, link para um ótimo texto da Entre Livros: 30 mandamentos para ser leitor, escritor e crítico




domingo, 28 de fevereiro de 2010

R.I.P José Mindlin




Hoje morreu, aos 95 anos, um dos colecionadores que mais admiro, José Mindlin. Bibliófilo desde a adolescência, fez o que pode (inclusive doar 20 mil livros pra biblioteca da USP, formando a Brasiliana) para divulgar a literatura e o valor intrínseco que o objeto livro pode ter. E isso sem desprezar as novas tecnologias, já que possivelmente podem inspirar pessoas a se tornarem novos leitores. Não à toa, o acervo que doou à Biblioteca da USP está sendo digitalizado (incluindo primeiras edições do Machado). Membro da ABL, deixa vazia a sua cadeira.
Trechos de uma entrevista concedida ao Estadão em 21/7/2009:
Nunca me considerei o dono desta biblioteca. Eu e Guita (esposa já falecida de Mindlin) éramos os guardiães destes livros que são um bem público”, pondera, “não tenho o fetiche da propriedade, tão pouco da exclusividade”. [ah se todos os colecionadores fossem assim]A doação deu origem ao projeto Brasiliana USP (www.brasiliana.usp.br) que apenas este ano começou a ganhar seus contornos mais interessantes com a digitalização dos títulos e sua posterior disponibilização gratuita na web.
Mindlin se mostra bastante animado com o avanço do projeto. “Sempre achei o livro um instrumento de formação de pessoas e quanto maior o número de beneficiados pela digitalização, melhor”, afirma. “Cresci com o livro de papel, e no meu caso o livro eletrônico não encontrou eco. Mas acredito que essa iniciativa pode ajudar a despertar o interesse nos leitores mais jovens”
Sobre a tecnologia do livro de papel, em que concordo em gênero, número e grau com Mindlin:
O mesmo vale para o livro de papel que, para Mindlin, é uma das tecnologias mais fascinantes e duradouras criadas pelo homem. Não temos o costume de enxergar os livros dessa forma, afinal ele está aí desde sempre - ou há mais de meio milênio. Sua contribuição para a nossa cultura e sua resistência - até mesmo à era digital - é inegável. Para Mindlin, o livro de papel é uma tecnologia difícil de ser superada: é um objeto relativamente barato, pode ser levado a qualquer lugar, não usa bateria e o manuseio é simples, não requer prática, tão pouco habilidade. Tudo isso, sem falar no prazer de folheá-lo, no fetiche do tato, do cheiro, no encantamento provocado pela parte gráfica, a diagramação, etc.

“Certa vez, uma pessoa insistiu nas inúmeras vantagens que o livro eletrônico oferece, e se propôs a fazer uma demonstração. Ela veio armada de todos os equipamentos necessários, mas quando apertou o botão de ligar, nada aconteceu. Ora, isso não é uma coisa que pode acontecer com o livro de papel”, diz sorrindo.[não é verdade?] “Hoje em dia a gente se sente meio atrapalhado com o volume de inovações que não param de surgir”, afirma, ele que nunca manuseou o leitor de livros eletrônicos da Amazon, o Kindle, mas tem curiosidade de conhecê-lo.
PS: nunca chegarei à coleção dele, mas bibliófila já sou, e tenho bastante pena das pessoas terem que morrer...



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