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quinta-feira, 31 de março de 2011

Lista de links temática: mixtapes


mixtapes
Como pode-se perceber por aqui, pelo Facebook e pelo Twitter, ando numa fase bem musical da vida. Entre as minhas navegações internérdicas e musicais, lembrei da existência das mixtapes – algo escondido num canto da memória por um tempo. Lembrei das fitas K7 que ouvi, ou porque fiz, ou porque fizeram pra mim -alguém aí lembrou de Alta Fidelidade, quando o protagonista divaga sobre mixtapes? Pois é, elas fazem parte da minha vida desde sempre. Agora que ninguém mais ouve K7s (as minhas estão abandonadinhas, coitadas), a ideia continua: fazer listinhas de músicas com um determinado propósito e gravar a sequencia (em CD ou em m3u, o que for). Como tem teempo que não faço uma, procurei por dicas pra fazer, e bem, aqui vão os links, tanto com dicas pra fazer mixtapes como de sites com mixtapes (que eu não parei pra avaliar, mas podem ser razoáveis).
O que afinal é um m3u e como fazer: ou como se fazem as mixtapes mudernas.
Blog Dispensa a Gravata: A arte de fazer um mixtape – não tem grandes dicas, mas textinho gostoso sobre o prazer de se fazer uma, do vinil ao m3u.
Blog Ouve-se: Como fazer uma mixtape – série com 5 posts, todos nesse link.





Now Playing: Blondie - Blondie (2001 Re-Issue) - Out In The Streets (Original Instant Records Demo, 1975)

quarta-feira, 30 de março de 2011

Da necessidade de um lazer, e organizado

 
A imagem abaixo (clicar pra ver maior) reflete bem como tenho ocupado esses dias de folga (findo texto da qualificação do mestrado, mereço uns dias de descanso): um print screen do meu player de música preferido, o Media Media Monkey 28.03Monkey. Sim, é com isso que tenho ocupado meu tempo: com música. E não apenas ouvindo: organizando a minha biblioteca de quase 4700 faixas (91 entre elas de podcasts). Ufa, trabalho pacas, mas agora está tudo certinho: faixas tagueadas, volumes ajustados para no máximo 89 dB (que não quero ficar surda).
E isso é necessário?”, alguém pode perguntar – “pra que gastar tanto tempo catalogando música, não é só procurar na biblioteca o que quer ouvir?”. Claro que é necessário. Quem ouve música o dia inteiro, como eu, precisa ter as faixas arrumadinhas. Pra quem não sabe, quando se baixa música na internet nem sempre elas estão nomeadas direito, então as vezes procurar um simples álbum pode ser uma tarefa hercúlea. Imagina no meio de quase 300 álbuns. A organização apropriada facilita muito a vida de um apaixonado por música: quando se quer ouvir um determinado tipo de música, é só ir na tag do tipo correspondente (o mais difícil na hora de taguear é botar UMA tag pra cada artista); quando se quer fazer uma playlist,nada pior do que não achar rápido a música que se quer; quando se quer ouvir no MP3 player, uó ficar vendo informação faltando sem ter como remediar na hora;por fim, como apreciar verdadeiramente o que se está ouvindo sem saber o nome da faixa, do disco, e até mesmo do artista ao certo, sem a capa do álbum? Por isso tudo, é que dediquei meu tempo de folga a essa tarefa chata mas recompensante: é como organizar o quarto, um saco na hora mas depois uma beleza pra deixar a mente organizada e tranquila.
Aproveitei essa organização pra ouvir músicas que baixei por impulso, que deixei pra ouvir depois. E descobri o quanto Jazz é bom. E o quanto é engraçado ver Beethoven tocando enquanto se visualiza álbuns de Metal, Funk e Rockizinho básico ao lado (como na foto).
9730_146075196648_146073286648_2602202_5717036_nE por que música, e não outro lazer, como… ler romances? Por uma razão simples: depois de escrever praticamente o equivalente a um TCC de graduação, tudo o que eu menos quero, no momento, é ver um livro na frente. Não interessa se um romance, uma aventura, o que for. Minha bibliofilia no momento está em algum lugar distante e desconhecido e nem vou procurar o resgate. Lembro agoera de uma grande amiga, a Sahra, que sempre me falou da importância de se ter algo de lazer estrito, que você não queira de forma alguma estudar, que seja um porto seguro pra esses momentos. Agora entendi a guria, perfeitamente. Agora percebo que qualquer coisa expressa por palavras apenas escritas eu estudaria. Mas, música não: música é o meu porto de lazer, que quando canso da bibliofilia é o que salva a minha alma, literalmente.
i love booksAmo livros, mas por enquanto não uso essa imagem não.
 
 
Now Playing: The Smiths - Rank - Still Ill

segunda-feira, 14 de março de 2011

O eterno retorno

 


Pois é, deixei o meu pobre blog abandonado por quase dois meses. E quando volto, fico naquela crise: o que escrevo? Decidi que vou falar o que fiz e não fiz nesse tempo. O que mais fiz: estudei. É, qualificação do mestrado taí e não vou bobear. Como a maior parte da minha energia está focada no mestrado, está restando pouco tempo e - especialmente - energia para o resto.

Leituras de prazer então, nem se fala. A minha leitura de prazer está tão desorganizada que tudo o que fiz nesse tempo foi durante uma viagem!! Sim, terminei de ler História Universal da Infâmia e li um pequeno volume de tiras da Mafalda. . Comecei o Rei Lear, pro Clube de Leitura do Meia Palavra, e abandonei. O livro de fevereiro pro Clube de Leitura 2011 deixei pra março (sem saco e sem tempo de ler O que é isso companheiro? - aliás, vou ler mais por questão de honra do que por vontade do momento). Ainda estou relendo o Duas Torres (Senhor dos Anéis). Uma bagunça literária, enfim. 

Ainda falando em livros, comprei QUATORZE em fevereiro. Por uma simples razão: meu presente de aniversário lindo maravilhoso, por parte do namorado, foi uma viagem com ele a Buenos Aires. Maravilha só. Uma semana naquela cidade, morrendo de inveja dos portenhos: eles tem infinitamente mais oferta de cultura do que eu. E olha que sou carioca, da capital, uma das cidades do Brasil com mais oferta cultural para todos os gostos. A outra coisa invejável de Buenos Aires é a conservação da cidade (ao menos centro e áreas turísticas) invejáveis. As ruas principais do centro bonitas, limpas, arborizadas. Praças frequentadas por todos, parques que realmente são áreas de lazer de quem mora lá. Ai que inveja. E, claro, comprei livros e marcadores de livros. Estando numa cidade com tanta oferta, não pude resistir - ainda mais porque minha leitura em espanhol é boa...

Musicalmente, fiz algumas descobertas: Two Door Cinema Club, Vampire Weekend. Bandas recentes, numa vibe meio rock meio dançante, mas cada uma com as suas marcas, o que me fez ouvir muito e até enjoar um pouco de Vampire...rsrs. Em Buenos Aires, comprei um CD de violão instrumental, com músicas espanholas e portenhas. Sensacional. Ainda relacionado com música, o museu dos Beatles com a maior coleção do mundo. Linda visita. E comprei um DVD do espetáculo de tango que assisti :)

E, claro, vamos de Artes Plásticas. Em Buenos Aires fiquei impressionada com a cultura dos ricos de lá. Eles colecionam obra de arte pelo valor artistico, e depois doam/vendem aos museus. Aqui, cadê as coleções de particulares brasileiros, cadê? Voltando ao Brasil, exposição do Escher. Lindo lindo lindo.





quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Dia 31- Twisted Transistor

 Terminando o Meme de 31 dias, ufa. O tema de hoje é o que você quiser. Ok então, vou fazer um post que tava querendo fazer há uns dias já: comentário sobre a música Twisted Transistor, do Korn. Pra quem ainda não conhece está no final do post o vídeo da versão acústica dela (porque sou boazinha, nem todo mundo gosta de Nu Metal).

A música é do sétimo álbum da banda, See You on the Other Side, de 2005. Mas bom, essa afirmação é só pra situar a música no contexto da banda, mas o post é sobre a música no meu contexto de vida. Antes de mais nada, a letra e a tradução:


Twisted Transistor

Hey you! Hey you! Devil's little sister
Listening to your twisted transistor.
Hold it between your legs.
Turn it up! Turn it up!
The wind is coming through.
Can't get enough...

A lonely life where no one understands you
But don't give up because the music do.
Music do! Music do!
Music do! Music do!
Music do! Music do!

Because the music do
And then it's reaching
Inside you, forever preaching
"Fuck you too!"
Your screams, a whisper,
Hang on you,
Twisted transistor.

Hey you, hey you, finally you get it.
The world ain't fair
Eat you if you let it
And as your tears fall on
Your breasts, your dress
Vibrations coming through
You're in a mess...

A lonely life where no one understands you
But don't give up because the music do.
Music do! Music do!
Music do! Music do!
Music do! Music do!

Because the music do
And then it's reaching
Inside you, forever preaching
"Fuck you too!"
Your screams, a whisper,
Hang on you,
Twisted transistor.

Music do! Music do!
Music do! Music do!
Music do! Music do!
Music do! Music do!

Hey you! Hey you! This won't hurt a bit.
(This won't hurt a bit! This won't hurt!)
Says who? Says who?
Anesthetize this bitch!
(Anesthetize this bitch! Anesthetize! )
Just let me be
Between you and me, don't fit.

Music do
And then it's reaching
Inside you, forever preaching
"Fuck you too!"
Your screams, a whisper,
Hang on you,
Twisted transistor.

Transistor Destorcido

Ei você! Ei você! Pequena irmã do Diabo
Ouvindo seu transistor destorcido
Segure-o entre suas pernas
Basta! Basta!
Vento está vindo dele
Não consegue ter o suficiente...

Uma vida solitária onde não ninguém te entende
Mas não desanime, porque a música te entende
A Música te entende! A Música te entende!
A Música te entende! A Música te entende!
A Música te entende! A Música te entende!

Porque a música te entende
E está te alcançando
Dentro de você, pra sempre rezando
“Foda-se você também!”
Seus gritos, um sussurro
Segure-se em você,
Transistor destorcido

Ei você! Ei você! Finalmente você entendeu
O mundo não é justo
Engole você, se você o deixar
E enquanto suas lágrimas caem em
Seus peitos, seu vestido
Vibrações vindo dele
Você está numa confusão...

Uma vida solitária onde não ninguém te entende
Mas não desanime, porque a música te entende
A Música te entende! A Música te entende!
A Música te entende! A Música te entende!
A Música te entende! A Música te entende!

Porque a música te entende
E está te alcançando
Dentro de você, pra sempre rezando
“Foda-se você também!”
Seus gritos, um sussurro
Segure-se em você,
Transistor destorcido

A Música te entende! A Música te entende!
A Música te entende! A Música te entende!
A Música te entende! A Música te entende!
A Música te entende! A Música te entende!

Ei você! Ei você! Isto não vai doer nada.
(Isto não nao vai doer nada! Isto não vai doer!)
Quem disse!? Quem disse!?
Anestesie esta vaca!
(Anestesie esta vaca! Anestesie!)
Deixe-me apenas ser
Entre você e eu, não cabe

A Música te entende
E está te alcançando
Dentro de você, pra sempre rezando
“Foda-se você também!”
Seus gritos, um sussurro
Segure-se em você,
Transistor destorcido


Não, não me sinto mais tão solitária. Mas já me senti. Essa podia ter sido a minha trilha sonora da adolescência, se a música tivesse sido lançada na época. Meu inglês não é tão bom, preciso ler a letra pra saber do que a música trata. Quando li esta, primeira coisa que pensei foi no meu eu adolescente, trancada a tarde inteira no quarto escuro ouvindo música (especialmente metal) nas alturas, ruminando minhas mágoas. Anos depois, lembro daquela garota com muito carinho: foi ela que ruminou o que eu tinha que ruminar pra conseguir seguir a vida adiante. E foi com ela também que aprendi a perdoar, a não esperar dos outros mais do que eles podem me dar. E hoje não preciso mais ficar trancada no quarto ruminando: sou uma pessoa mais feliz ^.^

E vocês, têm alguma música que te lembre alguma parte da sua vida?



quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Um meme e seu primeiro dia - minha música preferida

Vários blogs que eu acompanho começaram hoje o meme de um post temático por dia durante 31 dias. Bem puxado, não? Mas mesmo assim vou tentar. Pra movimentar o blog e porque gostei da maioria dos temas. Então vamos à listagem dos temas e à primeira postagem:

Dia 01 – Sua música favorita
Dia 02Seu filme preferido
Dia 03Seu programa de televisão favorito
Dia 04Seu livro favorito
Dia 05Uma citação de alguém
Dia 06
Uma experiência inesquecível
Dia 07Uma foto que te faz feliz
Dia 08Uma foto que te deixa irritado / triste
Dia 09Uma foto que você tirou
Dia 10Uma foto de você há mais de dez anos
Dia 11Uma foto sua recente
Dia 12Um conto
Dia 13Um livro de ficção
Dia 14Um livro não-ficcional
Dia 15Uma fotomontagem
Dia 16
Uma musica que faz você chorar (ou quase)
Dia 17Uma obra de arte (pintura, desenho, escultura, etc)
Dia 18Um poema
Dia 19Um talento seu
Dia 20Um hobby
Dia 21Uma receita
Dia 22 Um site
Dia 23Um vídeo do YouTube
Dia 24Seu lugar preferido
Dia 25O seu dia, em grande detalhe
Dia 26Sua semana, em grande detalhe
Dia 27Este mês, em grande detalhe
Dia 28 Este ano, em grande detalhe
Dia 29O que você espera, os sonhos e planos para os próximos 365 dias
Dia 30 – O que você quiser
Dia 31 – O Bônus ou O Fim

Começo então com a minha música preferida. Não que seja a melhor música de todos os tempos, ou qualquer coisa assim. Mas, diante dessa difícil tarefa de escolher A preferida(ainda mais porque passo grande parte dos meus dias ouvindo música), decidi postar sobre uma música que amo desde a adolescência, e que foi a que me veio à cabeça quando pensei no post. Não pela letra, que não é grande coisa. Mas musicalmente Babe I'm Gonna Leave You, do Led Zeppelin, é maravilhosa. Tem muito do que gosto numa música: começa com um lindo dedilhado, vai mudando ao longo do tempo, ganhando peso, com uns toques meio orientais, outros meio hispânicos.Gosto muito de músicas com várias referências dentro de si, e essa é um ótimo exemplo.







terça-feira, 13 de julho de 2010

I love Rock and Roll

Como eu disse na descrição sobre a minha pessoa, sou apaixonada por rock desde criancinha. Sendo assim, no Dia Mundial do Rock, não poderia deixar de postar, aqui na minha casa, uma homenagem ao meu estilo musical preferido.

Tem gente que acha que comemorar a data não é uma atitude nada rock and roll, mas e daí? Problema é de quem acha isso. Eu gosto de comemorar e de relembrar o motivo da data: o concerto beneficente de rock realizado há exatos 25 anos para ajudar os famintos da Etiópia. Ok ok, essa comemoração relembra um dos clichês sobre rock and roll: rock é atitude, blá blá blá. Não gosto do clichê, mas alguns "rockeiros" (ô adj. horrível) como Bob Geldof, bem merecem esse epíteto de "rockeiro de atitude".

Gostando ou não dos clichês, sempre aproveito a data para ter um "motivo" de exaltar meu tipo de música preferido. E, em tempos do filme sobre o grupo punk feminino Runaways, ótimo dia para celebrar uma música ótima e mega clichê, "I Love Rock´n´Roll", do Joan Jett & the Blackhearts. Minha pequena porção feminista adora a Joan Jett, o fato dela ter sido uma das primeiras mulheres a entrar no clube machista do rock e peitar a macharada - mulher gosta e faz rock de boa qualidade sim, senhor. E a letra é atemporal para as amantes de rock... ^.^

Abaixo, o vídeo e depois a letra (e no final do post uma dica de link):




I saw him dancing there by the record machine
I knew he must have been about 17
The beat was going strong, playing my favorite song
And I could tell it wouldn't be long till he was with me
Yeah with me
And I could tell it wouldn't be long till he was with me
Yeah with me

CHORUS
Singin' I love rock and roll
So put another dime in the jukebox baby
I love rock and roll
So come on take some time and dance with me

*OOWW*

He smiled so I got up and asked for his name
but that don't matter he said cuz it's all the same
I said can I take ya home, where we can be alone
And next we're moving on and he was with me
Yeah me
And next we're moving on and he was with me
Yeah me

CHORUS

I said can I take ya home where we can be alone
And next we're moving on and he was with me
Yeah me
and we'll be moving on and singing that same old song
Yeah with me

CHORUS 5 times



Ótimo post: MEIA PALAVRA INDICA: LIVROS PRA LER NO DIA MUNDIAL DO ROCK

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Toca Raul!

Adicionar legenda
Numa roda de violão, nunca peço para tocarem Raul. Nem Legião. Adoro tanto um como outro, mas chega, né, é pra ouvir de vez em nunca, apesar de serem clássicos do nosso combalido rock nacional. Combalido mesmo - as velhas bandas estão decadentes (estou falando das que fizeram grande sucesso, como Titãs e Paralamas) e as novas.... bem, só porcarias. Mas como ele estaria fazendo 65 anos se não tivesse escolhido ser um Maluco quase não Beleza, está aqui a minha homenagem. 
Queria que todos os anarquistas fossem como ele. Que todos os letristas tivessem o seu talento. Que os arranjadores, idem. E que o reconhecessem por mais do que as músicas mais conhecidas. Mas enfim, o mundo não é como a gente quer, ele é como é. Fica a dica do dia: conhecer mais da obra dele, notar como ele, antes de todo mundo, misturou rock and roll com música brasileira. Como ele honrou o rock and roll, e o rock (que são coisas distintas, sabe). Quem não sabe, que pesquise. Ou um dia que não tenha jogo do Brasil eu me dedico a fazer um post sobre isso, quem sabe.
Apesar dessa ode a um conhecimento maior da obra do Raulzito, vou fechar com a letra dele que me define: Metamorfose Ambulante. Eu sei, é muito clichê. Mas sou uma pessoa que se predispõe e gosta de mudar - de atitudes, de idéias. Então fica essa mesmo ^.^

Prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo

Eu quero dizer
Agora, o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo

Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou

Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor

Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator

É chato chegar
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo

Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou

Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor

Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator

Eu vou lhe dizer
Aquilo tudo que eu lhe disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo



segunda-feira, 17 de maio de 2010

R.I.P. Dio

Ontem um dos deuses do metal, Ronnie James Dio, morreu de câncer no estômago. Não sou grande fã dele (acho que por não conhecer muito, mas a voz do cara é sensacional), mas qualquer um que tenha um mínimo de conhecimento da história do Rock tem noção da importância da carreira desse anão pra música pop. Gostando ou não de metal, há de se respeitar a carreira do Dio, se se quiser ser um "rockeiro" (não gosto da palavra, mas tem alguma melhor?) de respeito.Então, fica aqui o registro da meu lamento. Querendo ver um breve histórico da carreira dele e um depoimento drasmático (drama +asma) de um fã, clique aqui  . E, pra quem gosta de metal e de boas vozes, é só ver o vídeo abaixo (sim, peguei do link que eu indiquei =p)
RIP, Dio, curta sua imortalidade, porque se morreu fisicamente, a sua obra ficou, e daí... conseguiu ser imortal, conquistando novos fãs (eu, eu o/) mesmo que postumamente.


quinta-feira, 1 de abril de 2010

Alice, o tempo e o gato

"Gatinho inglês [...] você poderia me dizer, por gentileza, como é que eu faço pra sair daqui?"
- Isso depende muito para onde você pretende ir - disse o Gato.
- Para mim tanto faz para onde quer que seja... - respondeu Alice
- ... contanto que eu chegue em algum lugar...- acrescentou Alice, explicando-se melhor.
- Ah, então certamente você chegará lá se continuar andando bastante - respondeu o Gato
Alice achou que não se podia negar isso; tentou, portanto, uma outra pergunta:
- Que tipo de gente vive por aqui?
- Naquela direção - disse o Gato, apontando com a pata direita -  mora um Chapeleiro e naquela direção - apontando com a outra pata - vive uma Lebre Aloprada.

Esse é um dos meus  trechos preferidos de Alice no País das Maravilhas - se não for o meu preferido. O Gato,que na continuação do trecho profere a famosa frase "We are all mad here", mostrou-se mais lúcido do que Alice - ao menos nessa parte do diálogo. Alice queria sair de onde estava, mas não importando o destino.Foi preciso que o Gato perguntasse a ela "mas afinal, o que vc quer?" para Alice parar e refletir - para finalmente fazer uma pergunta que conduzisse a uma resposta mais precisa.
Tal como Alice, é comum apenas caminharmos, sem parar para pensar para onde estamos indo. Reflexão correlata a outras duas: "de onde viemos" e "onde estamos".Perguntas aparentemente simples, mas que nos embolam se não as fazemos: ficamos perdidos como Alice.
Além das questões referentes à nossa história de vida, temos ainda outra referente ao tempo: quão bem o aproveitamos? Refletimos sobre o que estamos fazendo? Sobre como aproveitamos nosso tempo de lazer? Infelizmente, sob alguns aspectos, essa reflexão requer cada vez mais esforço para ser alcançada.O excesso de informações a que somos submetidos é um convite ao consumo rápido e pouco efetivo. Vamos a um exemplo de lazer: a música.
Quando eu era criança, e até os meus 13 anos de idade,eu tinha três opções para ouvir música: rádio, vitrola e fita K7. Aos 13, comecei a ter MTV em casa e tive meu primeiro CD player. Significa que até 1997, pra ouvir música, tinha que selecionar o vinil ou a fita,ouvir um lado, pausar pra trocar e depois ouvir o outro. Se quisesse ouvir uma música específica, teria que procurar a dita. Informações sobre música? MTV, revistas e fanzines. Quanto tempo desperdiçado, pode parecer. Mas será mesmo?
Treze anos depois,a forma de se consumir música mudou de tal forma que sou dinossáurica para meus irmãos de 16 e 19 anos (Fausto, o de 20, cresceu com vinil, compra CD... =])LP? K7? E até... CD? Revista de música? Jornal? Fanzine impressa? Se por um lado "perde-se" menos tempo para se chegar a uma música, a uma informação, por outro o tempo de "degustação", digamos assim, pode estar muito menor. Agora mesmo, no meu MP3, estou com mais de 500 músicas: +/- 24h de música. E quantas eu sei a letra?De quais bandas eu realmente conheço a trajetória? Se eu não lembrar o quanto essas informações eram importantes para mim há 10 anos atrás, vou ficar ouvindo sem escutar.. se eu não tivesse me tocado o quanto não estava prestando atenção no meu tempo dedicado para a música, mais seria cada vez menos...
E você, como lida com seu tempo?





segunda-feira, 29 de março de 2010

Guilty pleasures


Texto antiguinho do ano passado, mas como ainda estava na pasta de rascunhos...

Quando discutimos nossos gostos musicais – seja ao vivo, seja pela internet – quase sempre vem à tona a questão “quais são seus guilty pleasures?”. Mas fica a pergunta: será mesmo que temos que sentir culpa por gostar de algo?

Lembro que há dez anos atrás, no auge da minha arrogância adolescente, não admitia gostar de nada que fosse pop (por mais que sozinha dançasse em casa) e criticava aqueles que não ouviam músicas “cults” (por “cult” entenda-se MPB, rock, blues, jazz, música clássica e instrumental). Uma chata, enfim. Não que essa postura seja uma questão de idade: se é mais facilmente observável em adolescentes, adultos também agem dessa forma – de forma menos veemente, mas não deixam de responder à pergunta apontada. E ora, se respondem, é porque sentem culpa de gostar algo “ruim” e julgam os gostos alheios.

Não que seja possível uma atitude neutra quanto a gostos, ainda mais com algo que mexe tanto com os sentidos e sentimentos como a música. Mas exatamente por ser algo que antes de chegar ao lado mais racional de nós passa pela nossa sensibilidade é que talvez devamos deixar a última fluir de forma mais natural, em nós e nos outros. Se temos vontade de cantar, por que não? Se queremos dançar, por que não?

Se não nos deixamos influenciar pelos nossos coleguinhas – especialmente coleguinhas de “tribos urbanas”, somos nós mesmos os nossos maiores censores. Somos nós que determinamos que estilos musicais são “bons”, que estilos não são. E não me venha dizer você, caro leitor, que nunca se auto-policiou por gostar de alguma música “tosca”. Não não. Quem comentar “nunca senti culpa por gostar de alguma música” eu simplesmente não acreditarei. Não acredito em pessoas que nunca tiveram preconceitos musicais tanto quanto não acredito em Papai Noel.

Quando somos adolescentes – e se estiver lendo esse artigo, possivelmente você é/foi um adolescente de classe média – começamos a formar um gosto musical independente do que papai e mamãe ouviam/ouvem. Muitas vezes migramos para o oposto – seja por pura rebeldia, seja porque nunca gostamos do que ouvimos em casa. E é nessa fase que os preconceitos começam a se formar – “eu gosto disso, não posso gostar daquilo”. Como se quem gostasse de rock não tivesse vontade de dançar, ou o contrário.

Quando nos tornamos adultos, quem disse que a patrulha acaba? Termina nada... ainda é “feio” gostar de algo fora dos seus padrões habituais. Ainda rola um auto- estranhamento e um estranhamento pelos coleguinhas.Se não fosse assim, por que nunca falta um tópico de “guilty pleasures” nos fóruns de discussão – mesmo os freqüentados por jovens adultos?

Termino dizendo que sim, já senti muita culpa por gostar de coisas “ruins” – e por ruins diga-se, algo não relacionado ao que cresci “me permitindo”gostar: rock, MPB.... E foi um ato de crescimento deixar de sentir culpa por gostar de algo. É, funk antigo eu gosto. Ponto. Gosto de dançar funk, qualquer um, outro ponto. Gosto de várias músicas do Black Eyed Peas, olha que feio. E me sinto melhor assim, sem culpa. Afinal de contas, se a música mexe comigo de alguma forma, mesmo sendo “ruim”, ou melhor, fora dos meus padrões de gosto e dos padrões dos meus coleguinhas, é “ruim” nada, é música que gosto de ouvir e ponto final. E convido todos a que se sentem culpados por gostarem de algo a refletirem: por que culpa? Se gostamos da música, ela é “ruim” por ser pop, por não estar dentro dos nossos padrões auto-impostos? Sinta-se livre para se divertir com o que for... =)


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Now playing: Does It Offend You, Yeah? - Epic Last Song
via FoxyTunes

quarta-feira, 10 de março de 2010

Dicas - download

Aqui vão duas dicas de download de programas referentes a música: Songbird (player) e GodFather (organizador). Além de comentários de uso, claro.
Baixei o Songbird ontem e estou gostando bastante. Ele é bem integrado à internet, o que faz com que sem sair do player se possa ver a letra, a wikipedia sobre a banda... pode ser integrado ao Last FM, pode ter plugins que ajudam a fazer playlists, a fazer tag, etc. Pra quem tem um inglês que não é 100% (como o meu, que quase não identifico a letra do que estou ouvindo). Para quem gosta de se informar sobre o que está ouvindo/sobre a banda (como eu). A resenha do UOL apontou dois defeitos: a sua conexão tem que ser boa, ou não vai ter como aproveitar tudo o que o player oferece (fato). E disse ainda que de vez em quando ele falha com o XP, faz coisas como desligar sozinho. Bom, ainda não aconteceu comigo (ainda bem). Mesmo que essas falhas aconteçam, vou seguir com ele. Informativo e bonito (sem ser meeega pesado) - tudo que quero. Um print pra mostrar o bicho em ação (com seus lindos plugins *.*):












O segundo é meio chatinho de aprender a usar, mas no final das contas tá valendo a pena: o GodFather.Quem tem muitas músicas (tipo eu) sofre com volumes diferentes das mp3, com as tags mal feitas (que consequentemente deixam o mp3/mp4 mal arrumado). E quem gosta de ter as pastas arrumadas como eu tem que ter um programa desses, pra padronizar os álbuns, os artistas... (e os players não terem como fazerem pastas desorganizadas). Então, taí um bom organizador ^.^  Não, não baixem esse. É uma porcaria. Pra que um organizador de biblioteca se não se entende como alterar definitivamente os dados?
Muito melhor esse aqui: Mp3tag. Em português, com uma interface que todo mundo entende.Vale muuuito mais (e agora sim minha biblioteca vai ficar organizada, facilitando a busca...).


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Now playing: The Who - Christmas
via FoxyTunes .







sábado, 18 de julho de 2009

Consumo/apreciação de música

Recentemente tenho pensado bastante sobre formas de se consumir/apreciar música, incluindo a minha maneira. Não só a partir de observação dos meus hábitos, mas lendo artigos de apaixonados sobre música.

Nunca foi tão fácil se informar sobre o que se está acontecendo musicalmente no interior da China, ou mesmo na sua própria cidade. Por outro lado, a quantidade de informações é tão excessiva que pode-se ficar "muito bem informado", mas e a apreciação? Nunca foi tão fácil ter gigas e gigas de música no seu HD sem apreciar realmente cada um desses gigas. É só ir baixando, ouvindo enquanto se navega na internet/baixa mais... Esquecendo-se da parte de apreciar cada álbum, suas letras, seus compositores. Não que não se tenha informações sobre isso na internet mesmo: mas o risco de se consumir pura e simplesmente gigas de mp3 e não milhares de músicas é bem grande.Não estou falando com isso que necessariamente para se ser um fã de música exista o obrigação de comprar cds e revistas especializadas e livros. Apenas que o risco de se consumir sem apreciar é maior, se apenas se utiliza a internet para conhecer novas canções.

Como exemplo, posso citar um recente meu: o disco Tonight, último do Franz Ferdinand - cuja capa é a ilustração do post. As primeiras vezes que ouvi o fiz como trilha de navegação na internet, pura e simplesmente. Poderia ter pego um site de letras, como esse aqui, e ouvir o álbum de fio a pavio acompanhando as letras (até porque ainda não consigo entender 100% de uma letra em outra língua só de ouvido), prestando muita atenção nas músicas. Depois poderia ter procurado por entrevistas, resenhas, etc. Isso tudo sem sair do PC. Mas quem que para pra fazer isso, não é mesmo? Pois é, eu também não estava parando. Aí coloquei o álbum no meu mp3 e igualmente não parava pra ouvir. Como esperava algo muito semelhante aos cds anteriores, me decepcionei bonito com essas vezes que ouvi. Mas quando peguei o mesmo aparelho de mp3 e simplesmente prestei atenção no álbum, me apaixonei. Simplesmente porque parei para escutar, o que deveria ter feito antes.

Sugestões do post? MySpace, sites de música, Rate Your Music, sites de letras.... voltemos a apreciar música - o que é bem diferente de apenas consumir.



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Now playing: Baseado Em Blues - Andes De Te Ver
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segunda-feira, 13 de julho de 2009

Dia Mundial do Rock



Hoje, 13 de julho, é o Dia Mundial do Rock. Meu estilo musical preferido, fato. Amo demais. É o que ouço quando estou feliz, quando estou triste, quando quero esmurrar alguém... ou quando apenas quero ouvir música mesmo. Tenho, no momento, 25 anos, e coleciono cds, k7s e mp3 desde os meus 14. E a maior parte da minha coleção é de álbuns de rock, desde o rock clássico até thrash metal. Há um tempo atrás, me culpava por isso - afinal, indubitavelmente existem estilos mais cults, melhor elaborados, etc. Mas não adianta. Gosto de outros tipos de música, mas sabe, eu curto música - e qualquer outro tipo de arte - com o coração, não com o cérebro. Me emociono com outros estilos, mas nada como o bom e velho rock and roll.

Comecei a curtir quando era ainda criança, na década de 80. Auge do BRock e momento de grandes outras bandas - ouvir rádio nessa época era muito bom, mesmo. E sempre ouvia, por conta do meu pai, do meu tio... anos depois, já adolescente, descobri que as músicas que mais amava na minha infância eram da Legião Urbana, do Lobão, dos Smiths... E, como sou curiosa, gosto de ouvir as referências daqueles que são referências para mim. Daí fui ouvindo, fui colecionando, fui amando cada vez mais. E ouvindo cada vez mais sub-estilos. Dentro do rock, ouço de quase tudo - é mais fácil eu listar o que não gosto (hard rock farofa, emo...) do que listar o que gosto. Posso falar o que mais tenho ouvido,nos últimos anos: post-punk e psycobillye.

Enfim, termino concordando com o Neil Young: "Het, hey, my, my/rock´n´roll can never die"...

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Now playing: Metallica - 07. Phantom Lord
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quinta-feira, 17 de julho de 2008

Semana do rock

Tá, tá. Não é semana do rock. No domingo 13/07 foi o dia mundial do rock, e como boa "rockeira" (na falta de palavra melhor), vou fazer um postzim sobre o estilo de música que mais me apetece. Sim, gosto de outras coisas, mas o que ouço 95% do tempo é rock.

Eu até pensei em fazer um post sobre a história do gênero,sobre o porque de 13/07 ser o dia mundial do rock, mas.... blá. Uma boa googlada resolve a questão, pra quem se interessar. Só vou adiantar a vida de quem ler isso aqui dizendo que comemora-se o dia do rock nesse dia pq em 1985 dois shows simultâneos do Live Aid foram realizados nesse dia. E ponto final. O resto do post é sobre a minha relação com o gênero mesmo.

13 aninhos, aborrescência começando e lá vai a pequena Alinde ter MTV em casa. E aí dá-lhe Sepultura no disk. E aí vai ganhando cds, vai comprando cds...e dá-lhe heavy metal e nirvana (mas especialmente metal mesmo) nos ouvidos da minha pobre família...
De lá pra cá são mais de 200 álbuns na coleção (em todos os tipos de formato: LP, CD, K7, MP3) e 11 anos ouvindo bastante rock (e olha que acho 200+ albuns pouco).

E de todos os gêneros. Na minha coleção tem de tudo: clássicos, progressivo, punk, metal (quase que só Sepultura e Iron, mas.. :]), post-punk, psicobillie, b-rock (80´s), indie... quase não tenho preconceitos não. Só não consigo ouvir MESMO são alguns tipos de metal (o farofa especialmente) e farofas tipo Bon Jovi. De resto...

Sub-gêneros favoritos... começou com metal, mas de uns anos pra cá estou mais pra punk e derivados mesmo... post-punk, psycobillie..e as origens tb, pq não... rock básico, saca? E trevoso tb... rsrs

A trilha sonora dos meus últimos 11 anos de vida merecia um post melhor, mas me falta talento e inspiração, então vai essa singela homenagem mesmo.

Assinatura? Skeletal Family é uma das bandas trevosas que mais ouço, eles surgiram nos anos 80, pararam, e aí voltaram nos anos 2000. Essa música é do mais recente deles, do ano passado.



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Now playing: Skeletal Family - delerium
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terça-feira, 3 de junho de 2008

Piadinha do John Lydon

Internet tem dessas coisas. Te faz ficar acordado até tarde fazendo porra nenhuma e aí vc lembra de ver uma comunidade abandonada no orkut (daquelas que vc só entra pra ver o conteúdo depois): a da TV Rock.Aí entro no site da dita TV e me deparo com o humor do John Lydon (vocalista do Pistols e do PIL). Não pude deixar de rir:

O piadista John Lydon, ex-Johnny Rotten, vocalista dos Sex Pistols, disse ao tablóide britânico The Sun que está disposto a compor músicas para Britney Spears cantar. De acordo com ele, os problemas que a cantora tem enfrentado são uma ótima fonte para compor.


Fale-se o que quiser dele (e já ouvi falarem bastante mal): do seu comportamento, da sua música. Mas o cara tem momentos ótimos, vai.


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Now playing: Public Image Ltd. - This Is Not a Love Song
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quinta-feira, 22 de maio de 2008

Soul Eater e Flogging Molly

Soul Eater é uma série de anime que começou a ser exibida no Japão em abril desse ano e que estou vendo ^^.É a história de artesãos de uma escola de shinigami e as suas armas (que ora estão em forma humana e ora estão em forma de arma). As armas protegem os artesãos e os artesãos ajudam as armas a se tornarem "Death Scyte", a arma do Shinigami(o chefe da escola). Para tanto, as almas devem comer 100 almas: 99 de kishin (almas humanas tornadas más) e 1 de uma bruxa - lutar contra o mal para manter a paz, basicamente. O anime ainda está muito no começo para se dizer grandes coisas tanto sobre a história quanto sobre os personagens, mas todos os (quatro)episódios foram garantias de risadas - os personagens estão se mostrando hilários. Adoro o visual do anime - o sol tem uma cara bizarra e ri de uma forma bisonha, só pra dar um exemplo.O anime é adaptação de um mangá, que ainda não tive a oportunidade de ler.

Mudando de assunto, Flogging Molly. É uma banda punk californiana que mistura punk com música celta tradicional (eles são descendentes de irlandeses). E o resultado é divertidíssimo. Eles estão na ativa e por enquanto só conheço um álbum deles, o Drunken Lullabies, de 2002. A música título do CD é muito contagiante, dá vontade de sair pulando e dançando em qualquer lugar que se esteja. Recomendável mesmo pra quem não seja exatamente fã de punk, mas tem que se gostar ao menos um pouco do estilo.
Enfim, aí embaixo tem o clip de Drunken Lullabies, pra quem quiser conhecer.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Não se fazem mais punks como antigamente

É, não se fazem mais punks como antigamente. Do it yourself? Bom, punks mudernos não sabem o que é. Pelo menos não a que foi pra MTV no programa "Quebra Galho".

Explicando melhor: Quebra Galho é um programa novo da MTV em que vc quer uma coisa que vc não sabe(algo do tipo: quero fazer um jantar) e aí essa coisa tem que custar no máximo R$50,00. A MTV arranja alguém pra te ajudar, por isso ela quebra o galho.

Aí hj vi uns pedaços de um Quebra Galho em que uma guria queria fazer um sushi pras amigas. A menina era "punk": baixista de uma banda punk e seu visual era modernoso. Aí a MTV arranjou um sushiman pra guria. Aí eles compraram um salmão. Até aí tudo bem. Aí o sushiman anunciou: vc que vai cortar a cabeça do peixe. Aí ela ficou fazendo ceninha (incluindo um grito histérico e "miados" de gata manhosa), mas acabou cortando a cabeça do peixe.

Agora me pergunto: se ela queria mesmo fazer o tal do sushi, pra que a ceninha? Tipo, tb tenho nojo de cortar cabeça de peixe, aliás detesto cozinha. Mas se eu me proponho a enfrentar, é pra enfrentar sem draminha, né? O que ela queria? Aprender ou que ele fizesse por ela?

É por isso que eu digo: não existem mais punks como os de antigamente. Se ela entendesse o "do it yourself" ela não faria draminha.... ia encarar o peixe e só, sem "ai, não vou fazer isso, não vou!"(como ela chegou a falar). Saudade do Sid Vicious... tá, dele não. Do Joey Ramone (dele com certeza).