terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Editora Landmark processa a tradutora Denise Bottmann, do Não Gosto de Plágio


Editora Landmark processa a tradutora Denise Bottmann, do Não Gosto de Plágio: "
A tradutora e blogueira Denise Bottmann, do blog Não Gosto de Plágio, precisa de nosso apoio. Ela é a responsável por um trabalho incansável de trazer à tona casos de plágio de traduções, e agora está sendo processada pela editora Landmark, que pede ao juiz indenização, por danos morais mais a retirada de seu blog do ar.

A Denise denunciou que as traduções de “Persuasão” de Jane Austen, e “O morro dos ventos uivantes” de Emily Brönte, publicados pela referida editora em 2007 eram respectivamente plágios das traduções de Isabel Sequeira, publicada pela europa-américa em 1996 e de Vera Pedroso (publicada pela bruguera em 1971, reeditada pela art em 1985, para o círculo do livro).

A ação também cita a blogueira Raquel Salaberry, do Jane Austen em Português, o Google e um provedor. O processo corre na 4ª Vara Cível do Fórum Regional de Santana, e o número do processo é 001.09.135047-7 (link).

O Sérgio Rodrigues, do blog Todo Prosa e o Alessandro Martins, do Livros e Afins também já divulgaram esse absurdo e se tu também não gostas de plágio, ajude a espalhar a notícia.

estrelinhas coloridas…

Fonte: Bibliophile


Taí uma coisa que me revolta, plágio de tradução. E o post acima citado não foi o único a protestar contra a Landmark. Quisera eu que a maior credibilidade estivesse com as nossas editoras, e não com os que as acusam... não é a primeira vez que leio sobre plágio de tradução, e não são só blogueiros que estão protestando e dando, a priori, razão pra Denise: a L&PM também.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Mário Quintana

Fiquei muito tempo sem quase ler poesia. Anos.Ficava impaciente pra me concentrar em textos tão densos e freqüentemente curtos. Não estava com concentração para tanto. O óbvio: para cada momento da vida, um tipo de leitura.E recentemente voltou o tempo pra poesia. Pra (re)começar, Mário Quintana (influência de uma amiga querida, que de tanto gostar do Mário é chamada de Beta Quintana). Hoje comecei a ler o Nova Antologia Poética, coletânea organizada pelo próprio Mário em 1985. Ainda não terminei (até pra apreciar melhor), mas já dá pra citar 4 poemas que adorei:
A CONSTRUÇÃO
Eles ergueram a torre de Babel para escalar o Céu. Mas Deus não estava lá! Estava ali mesmo, entre eles,ajudando a construir a torre.
DO ETERNO MISTÉRIO
"Um outro mundo existe.., uma outra vida..."
Mas de que serve ires para lá?
Bem como aqui, tu'alma atônita e perdida
Nada compreenderá...
 PEQUENO POEMA DIDÁTICO
O tempo é indivisível. Dize,
Qual o sentido do calendário?
Tombam as folhas e fica a árvore,
Contra o vento incerto e vário.

A vida é indivisível. Mesmo
A que se julga mais dispersa
E pertence a um eterno diálogo
A mais inconseqüente conversa

Todos os poemas são um mesmo poema,
Todos os porres são o mesmo porre,
Não é de uma vez que se morre...
Todas as horas são horas extremas!


sábado, 20 de fevereiro de 2010

"Cultura geral: tudo o que se deve saber" ou: guia prático para se tornar um PIMBA

Primeiramente, esclarecendo o que é PIMBA. É uma sigla, na verdade: P.I.M.B.A. -> Pseudo Intelectual Metido a Besta e Arrogante. Auto - explicativo: é o sujeito que tem um imenso desejo de parecer intelectual, mais do que ser um. É aquela pessoa simpática que fica esnobando todo e qualquer conhecimento "culto" que tenha - por culto, aqui, entenda-se tudo o que é aprovado por críticos e acadêmicos de forma quase unânime. Só a "alta cultura" - os clássicos literários, cinematográficos, musicais, etc - interessa aos PIMBA. O que povão produz e consome não interessa a estes espécimes. Podem até se interessar por cultura pop e popular, mas não gostam de espalhar que gostam por não serem "sofisticadas" e "cultas". E, muito importante: um PIMBA sempre, necessariamente, fala de seus pretensos conhecimentos. Um PIMBA nunca vai admitir não gostar de algo consagrado. E vai se envergonhar por não conhecer esta ou aquela obra. Enfim, uma raça irritante.
Estava eu lendo tranquilamente meus feeds do Google Reader quando me deparo com uma notícia da Folha sobre os livros mais comentados desta semana. Um dos livros era justamente esse: Cultura geral: tudo o que se deve saber, do filólogo e historiador alemão Dietrich Schwanitz. A capa do livro, linda, me chamou atenção. Fui conferir os textos da Folha sobre o dito livro. Salvo engano meu, ele se mostrou um guia de cerca de 500 páginas de como ser um PIMBA.
Pra começar, o livro começa com a definição do que uma pessoa, pra ser respeitavelmente culta, não pode conhecer: futebol, televisão (a não ser programas de debates e afins), revistas femininas e etcs. Sim, e a Folha disponibilizou o trecho em que ele escreve isso aqui.Lendo, rezei para que fosse um texto irônico, mas não: a pessoa culta não pode gostar de nada que seja popular, ou deve esconder que tem esses conhecimentos na bagagem (não falei? PIMBA perfeito). Mas não, não é ironia: procurando pelo autor no Google, vi trechos de admiradores... todos PIMBA, lógico. É como um Diogo Mainardi alemão: não, isso não pode ser sério -> não, isso não é sério -> é, uma mente humana produziu isso.
Seguindo o livro, o que uma pessoa tem que saber: lições de história, filosofia, ciências....:
O autor inicia a retrospectiva no chamado berço da civilização ocidental, a Grécia Antiga, com seus mitos e deuses, e que teve nos textos da "Ilíada" e da "Odisseia" o seu principal registro escrito. Do mesmo modo, é dedicada uma atenção especial à Bíblia e à influência que também este texto e os costumes de seus seguidores tiveram no desenvolvimento da cultura e do pensamento europeus.
Divulgação
Livro apresenta "tudo o que se deve saber" sobre cultura geral
Além de fazer uma breve recapitulação de cada período histórico, da Antiguidade aos anos 2000, são apresentados os principais escritores e as suas obras mais marcantes. Clássicos absolutos, como "A Divina Comédia", de Dante Alighieri, "Dom Quixote", de Miguel de Cervantes, "As Viagens de Gulliver", de Jonathan Swift, "Os Irmãos Karamázov", de Fiódor Dostoiévski, e "Ulisses", de James Joyce, entre outras, merecem destaque específico.
Grandes pensadores, de Descartes a Heidegger, passando por Rousseau e Hegel, também merecem seções próprias, onde se explica, de maneira acessível e concisa, o pensamento e a influência que tiveram na sociedade. As ideias de Karl Marx, de Sigmund Freud, da Escola de Frankfurt e mesmo de Albert Einstein não ficam de fora e também merecem uma análise mais detalhada.
Diferentemente da tradicional bibliografia que as publicações "sérias" costumam trazer, Schwanitz optou por apresentar duas listas: uma com "livros que mudaram o mundo" e outra com sugestões de leituras, recomendadas por oferecer panoramas consistentes e mais específicos em cada área.
Fonte: Livraria da Folha, 8/02/2010

Como se pode ver pela citação, um apanhado da cultura e histórias civilizadas - quer dizer, européias (que é o que PIMBAs conhecem, ou falam conhecer: cultura européia). Além de ser etnocêntrico e PIMBA, é bem óbvio: não se precisa gastar quase R$100,00 de uma tacada pra se ter uma base de referências que se tem ao longo de anos de interesse legítimo, e não forçado. Sou mais gastar esse dinheiro com livros realmente interessantes... e se um PIMBA me perguntar, talvez até gaste este mesmo dinheiro com... cultura pop!!


Enfim, nada recomendado, a não ser como guia para pimbice. E dá licença que vou ali ler meu álbum do Batman que ainda não li...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Saldo do carnaval/ aniversário

Fiz 26 anitos no último dia 13 (o que quer dizer que de vez em quando faço aniversário numa sexta 13 :]), mas só vou comemorar MESMO dia 20. Culpa dos meus pais, que resolveram transar de forma a eu nascer na época do carnaval. Fazer o que? Viajar no carnaval (pra fugir do calor dos infernos que tem feito no Rio) e comemorar uma semana depois, como eu :]
Fui a Miguel Pereira e passei os quatro dias fazendo não muito mais do que pegar uma piscina - sim, por incrível que pareça, estou bronzeadinha - e sim o Marcelo pegou sol (! - eu sou testemunha!). Joguei Mario Kart com a minha prima de 9 anos, vi algumas escolas (não todas porque fiquei gripada na segunda =/) e xinguei a Globo feito o que (que merda de transmissão, hein). Li mangá, comecei a ler o livro que ganhei do Marcelo. Um bom feriado, enfim.
E ah, fotinha dos presentes ganhos até agora:
 

Então, listinha dos presentes (morram de inveja, eu deixo):
É pra ficar feliz, né não? E inda vou ganhar layout novo pro blog da minha irmãzita fofa.... (e se ganhar mais coisas depois, nem sei).

Afora ficar menos nova, adorei tudo isso ^.^

E ah!! Retomando contato com outros aquarianos queridos e sumidos! (Jacob e Quelzinha...)Presentaço esse =]

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Eu quero fudê!

Calma calma.... não é isso o que vcs estão pensando.... não mesmo.
Fudê é o nome do pincel japonês usado pra praticar caligrafia, feito de pelos de ovelha ou de texugo.
E quero um pra caligrafia sim, mas pro árabe. Nem me interesso por japonês =p
Mas... sou apaixonada por caligrafia. Muito. De qualquer língua - especialmente se o alfabeto não for o romano. Um dia ainda aprendo árabe e depois caligrafia.
Linda imagem, não?

 Como soube do nome do pincel? Nesse post do blog Lost in Japan, de um brasileiro que está morando no Japão (inveja!Mentira, nem quero morar no Japão.Conhecer me bastaria.)

domingo, 7 de fevereiro de 2010

SAIA

SAIA: "

www.blogdomangabeira.com


LOL Adorei
"

Ebooks de Jane Austen de graça na Biblioteca Britânica

Ebooks de Jane Austen de graça na Biblioteca Britânica: "
Segundo o Times Online, mais de 65.000 obras do século XIX da coleção da Biblioteca Britânica, estarão diponíveis online na primavera do hemisfério norte. Livros da coleção da biblioteca, como Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, Bleak House, de Charles Dickens e The Mayor of Casterbridge, de Thomas Hardy, poderão ser baixados com a mesma aparência dos originais, incluindo os caracteres da época e as ilustrações. O projeto que é uma criação da Microsoft, também colocará os ebooks à venda no site da Amazon para os proprietários do Kindle. Segundo o Times Online, a Microsof e a Biblioteca Britânica, que possuem pelo menos uma cópia de cada livro publicado no Reino Unido, passaram três anos escaneando os livros. E o projeto não para por aí: obras do século XX que já caíram em domínio público também farão, futuramente, parte do acervo online da biblioteca."

Amei, amei a notícia. Seria bibliófila, se tivesse condiçõe$ pra tanto. Como não tenho, compro o máximo que posso - ainda acho que vou ter uma coleção de edições dos livros que mais amo. Até por amar tipologia e ilustração. Amo mesmo!
Mas saber que posso acessar esses livros amados e o melhor, saber como foram as primeiras edições... mal posso esperar pela primavera de lá *.*