terça-feira, 7 de outubro de 2008

O que ando lendo

Bom, tava sentindo falta de atualizar meu blog e meu flog, então hoje estou atualizando os dois. Por falta de assunto melhor, vou falar sobre o que ando lendo nas últimas semanas. São várias coisas, e todas a passo de cágado com preguiça.

De romance, estou relendo "O sobrinho do meu tio" (1855), do Joaquim Manuel de Macedo - sim, o mesmo autor de "A Moreninha". Mas o livro que estou lendo nada tem a ver com a obra mais famosa dele. "O sobrinho (...)" é uma sátira política, em que o tal do sobrinho, ambicioso, tem como desejo ser deputado, a fim de não trabalhar e receber por isso. O tio impõe como condição para apoiar o sobrinho que ele viage pelo país com o dinheiro equivalente ao salário de um mês, um pangaré como montaria e a Constituição de 1824. O sobrinho aceita e o livro é o diário do sobrinho, em que o tal faz seus comentários cínicos a respeito de tudo que vê e que passa, relacionando com a política do país na década de 50 do século XIX. Além de ser hilário, chega a dar raiva, porque tem tanto político atual que se parece com esse tal sobrinho...
Esse livro tem continuação - "Memórias do sobrinho de meu tio" (1867-68), que comprei e ainda não li. Primeiro livro da minha lista de espera. Por ser a continuação e porque detesto comprar e não ler, parece que joguei meu dinheiro no lixo.

Bem, percebe-se pelos meus últimos posts que estou me dedicando a conhecer mais quadrinhos, seja a proveniência que for. No momento, estou lendo Hellsing (mangá sobre uma organização de caça-vampiros chamada Hellsing), Biblioteca Histórica Marvel X-men 1 (os 10 primeiros números dos X-men), a série "Cavaleiros das trevas", do Batman (a primeira série, da década de 80, do Frank Miller), "os maiores clássicos do homem de ferro 1"(que comprei pra conhecer algo do homem de ferro, que não conhecia neca de pitibiriba, mas preferi os maiores clássicos do Hulk) e mais algumas webcomics. Ah, estou lendo Buda, do Osamu Tesuka (lindo lindo, eu adoro o Tesuka e tals).

E também tenho procurado me informar sobre a história das HQs, claro. Como pretendo usar como recurso em sala de aula, tenho que conhecer o recurso que vou usar, oras.Tentei ver uma série de pequenos programas que foi exibida no Futura sobre a história das HQs no Brasil, mas as minhas obrigações só me deixaram ver um episódio. E estou lendo agora uma série de 3 textos (aqui o primeiro e o segundo) sobre a história das hqs no Brasil que está no site da HQ Maniacs.

Dica do dia: usem o del.icio.us e sejam meus amiguinhos por lá para compartilharmos favoritos ^^. O que uso pra compartilhar é esse aqui. Não sabe o que é? Ah, Wikipedia ajuda. O site é em inglês.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Quadrinhos,lojas e eventos

Primeiro vamos a uma historieta que achei por acaso na internet: uma brincadeira com o clássico Chapeuzinho Vermelho usando os personagens de X-men:


Quer ver o resto? Vá então no site do Marlon Tenório, o autor.


Agora vamos ao momento publicitária samaritana da Alinde: fazendo propaganda sem ganhar nada com isso. Aliás, nem ganhar ganho, eu perco é dinheiro com eles. Maas.. como quero continuar perdendo meu dinheiro com eles, faço propaganda pra mais gente comprar e eles continuarem lucrando e as lojas não fecharem e tals (é triste ver uma loja legal fechar... =/).E por que quero que eles continuem? Porque são lojas especializadas, oras. Três de quadrinhos e demais nerdices, pra ser exata. As três perto da minha casa, ou seja, acessíveis (perto de bus e metrô e tals).

A mais antiga é a Anime Rio, loja do "tio" Julio que fica no segundo andar de uma galeria na Correa Dutra, a de número 99. Bem perto da rua do Catete e da estação do metrô. A princípio a loja era pra ser temática, como o nome dela sugere, mas não se encontra apenas animes, mangás e colecionáveis da cultura pop japonesa. Colecionáveis de Star Wars, Senhor dos Anéis e desenhos dos anos 80 também estão lá. E HQ,e RPG e tals. Bem legalzitcha a loja, facim de gastar dinheiro por lá. =p
E nos dias 13 e 14 de setembro vai rolar o evento Anime Rio, organizado pelo dono, o Julio, e feito pra quem gosta dessas coisitchas, como se pode ver aqui e tals.

A outra é a Gibilândia, que fica na Marques de Abrantes, numa galeria em frente ao Bennet. Praticamente só tem HQ, e todas edições antigas e tals. Comprei o meu "Cavaleiro das Trevas"(Batman) lá :). Tem também o Watchmen completo, o V de Vingança completo, tudo nas primeiras edições brasileiras. Infelizmente não anda muito bem das pernas, então se quiser aproveitar, vai ter que ser logo.E entendo muito pouco meesmo de HQ - histórias, preços e afins - mas pelo pouco que eu sei os preços são bem em conta :)

A mais nova loja daqui dos arredores é a Gibi etc, que abriu nesse mês mesmo na Rua do Catete 228, terceiro andar. Elas (sim, são duas sócias) estão ainda comprando o acervo da loja, mas estão prometendo o combo nerd completo.Tem pouca coisa lá, mas o pouco que tem mostra que vai ter HQ pra todos os gostos: asterix, heróis, mangás,vertigo, "velharias (sobrinhos do capitão, tico tico), infantis (como a adaptação pra hq do monteiro lobato, ziraldo), biográficos (Persépolis), de reportagem(Palestina), livros sobre... Deus, meu dinheirim com certeza vai ser gasto ali.

O último evento pra falar que provavelmente eu vou: Jedicon Rio, dia 6/9, no Marista (Tijuca).

terça-feira, 29 de julho de 2008

Che, por Kim Yong-Hwe

Che é um manhwa (quadrinho sul-coreano) publicado em 2005 na Coréia do Sul, tendo como autor Kim Yong-Hwe. Aqui no Brasil foi lançado pela Conrad.

Conta-se nesse manhwa a biografia de Che desde seu nascimento na Argentina até a sua morte na Bolívia. O autor enfatiza o período em que Che foi um dos líderes da Revolução Cubana - é destacado o período da revolução- desde o desembarque em Cuba até o momento em que os revolucionários chegam ao poder. Outro destaque importante realizado pelo autor são as circunstências da sua morte na Bolívia.

A destacada ênfase no processo revolucionário cubano é usada como recurso para apresentar as idéias de Che. Por meio dos diálogos dele com os camponeses que se voluntariam para a revolução, Yong-Hwe utiliza trechos e/ou adaptações dos textos do Che. As cartas à família deixada na Argentia também são citadas. Cabe aqui uma crítica: as conversas ficaram pouco naturais, a adaptação dos trechos não fez do texto final algo bem fluido.

Outra crítica cabível à obra é a quase-santificação do biografado.Sem dúvida alguma Che foi um homem admirável, de um altruísmo raro de se encontrar na História. Mas daí pra uma quase-santificação... O próprio autor destaca no início da biografia que cada um vê Che de um jeito. O "meu Che" não é um quase-santo, mesmo admirando muito ele.

Em alguns momentos, Yong-Hwe demonstra um bem vindo senso de humor, como no que junta o didatismo de explicar o que é imperialismo com a figura pop de Darth Vader.
Aqui a ilustração:



Como saldo final, nota 3 de 5. O que faltou? Diálogos mais naturais em alguns trechos. O que sobrou? Romantização do personagem. Mas o balanço final é positivo. O senso de humor, a consciiência de estar apresentando uma visão, dentre outras possíveis. O didatismo usado para explicar as idéias e ações do Che. Recomendado, enfim.




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Now playing: Black Sabbath - Planet Caravan
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quinta-feira, 17 de julho de 2008

Semana do rock

Tá, tá. Não é semana do rock. No domingo 13/07 foi o dia mundial do rock, e como boa "rockeira" (na falta de palavra melhor), vou fazer um postzim sobre o estilo de música que mais me apetece. Sim, gosto de outras coisas, mas o que ouço 95% do tempo é rock.

Eu até pensei em fazer um post sobre a história do gênero,sobre o porque de 13/07 ser o dia mundial do rock, mas.... blá. Uma boa googlada resolve a questão, pra quem se interessar. Só vou adiantar a vida de quem ler isso aqui dizendo que comemora-se o dia do rock nesse dia pq em 1985 dois shows simultâneos do Live Aid foram realizados nesse dia. E ponto final. O resto do post é sobre a minha relação com o gênero mesmo.

13 aninhos, aborrescência começando e lá vai a pequena Alinde ter MTV em casa. E aí dá-lhe Sepultura no disk. E aí vai ganhando cds, vai comprando cds...e dá-lhe heavy metal e nirvana (mas especialmente metal mesmo) nos ouvidos da minha pobre família...
De lá pra cá são mais de 200 álbuns na coleção (em todos os tipos de formato: LP, CD, K7, MP3) e 11 anos ouvindo bastante rock (e olha que acho 200+ albuns pouco).

E de todos os gêneros. Na minha coleção tem de tudo: clássicos, progressivo, punk, metal (quase que só Sepultura e Iron, mas.. :]), post-punk, psicobillie, b-rock (80´s), indie... quase não tenho preconceitos não. Só não consigo ouvir MESMO são alguns tipos de metal (o farofa especialmente) e farofas tipo Bon Jovi. De resto...

Sub-gêneros favoritos... começou com metal, mas de uns anos pra cá estou mais pra punk e derivados mesmo... post-punk, psycobillie..e as origens tb, pq não... rock básico, saca? E trevoso tb... rsrs

A trilha sonora dos meus últimos 11 anos de vida merecia um post melhor, mas me falta talento e inspiração, então vai essa singela homenagem mesmo.

Assinatura? Skeletal Family é uma das bandas trevosas que mais ouço, eles surgiram nos anos 80, pararam, e aí voltaram nos anos 2000. Essa música é do mais recente deles, do ano passado.



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Now playing: Skeletal Family - delerium
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sábado, 5 de julho de 2008

Wall.E

As pessoas chatas do Plurk (é um mini-blog, os posts do meu estão logo ali do lado, embaixo do LastFM) não paravam de falar que Wall.E é lindo, Wall.E é foda, Wall.E é obrigatório e etcs do tipo. Ontem à noite fui ver o dito filme com o Marcelo. Confesso que os malditos/benditos plurkers me deixaram com medo de ver o filme e não achar nada daquilo que estavam falando. Mas felizmente estavam todos certos. O filme é FODA. Obrigatório. E demais etcs também.

Para quem ainda não sabe, Wall.E é o nome do único robô que restou na Terra, 700 anos depois da humanidade ter sido obrigada a abandonar o planeta após ter deixado-o inabitável. Está lá com a função de limpar a bagunça e o lixo deixado por nós humanos. Então chega EVE, uma robô. Depois de cumprir a sua função,ela parte para a nave onde agora os humanos se encontram e Wall.E vai atrás.

Vi uma cópia dublada. Mas isso nem foi problema (até animação prefiro ver legendado), porque o filme quase não tem falas. Os robôs principais não precisam de palavras para expressarem o que querem e o que "sentem". As expressões deles são fantásticas. Apenas quando os humanos entram em cena (e demora um pouquim) aparecem falas.

O futuro da humanidade ali apresentado é terrível, justamente por ser verossímil.
Totalmente dependentes das máquinas, muito da sua humanidade está perdida. Mais? Ah, vejam o filme senão acabo entregando tudo.

Não sou aqueela fã de ficção científica - conheço muito pouco e me empenhei pouco pra conhecer mais. Mas, com esse filme que não trata apenas de bits, bytes e etcs fiquei até com vontade de conhecer mais - mais filmes, livros,etcs, onde o que importa mesmo é o homem atrás de tudo aquilo.

Ah, vejam os créditos até o final, é beeem divertido ^^

E aqui no meu flog a foto do estojinho de metal que ganhei por ter visto no Cinemark Botafogo (aka Escada Shopping) e ter pedido o kit caixinha + 1 real.

domingo, 29 de junho de 2008

Teste da Veja

O Marcelo soube não sei como que a Veja disponibilizou no seu site um teste para que a pessoa soubesse qual a sua posição política. Surpreendentemente, algum "produto" da Veja sobre política foi razoável e concordei com o resultado do teste. O meu deu "Esquerda moderada liberal":

Acredita num estado forte na economia, mas não concorda com restrições à liberdade individual


Fica uma questão: estando eu "mais à esquerda" do que fiquei no espectro que eles montaram, eu seria necessariamente a favor de restrições à liberdade individual? Esquerda necessariamente é a favor de se restringir lib. individual? Mas enfim, Veja, né.

Link pro meu teste:http://veja.abril.com.br/idade/testes/politicometro/politicometro.html

quarta-feira, 18 de junho de 2008

100 anos da Imigração Japonesa no Brasil



Hoje, 18/06/2008, é o dia em que se comemora oficialmente os 100 anos de imigração japonesa no Brasil. O que pra mim é mesmo para se comemorar. Adoro a comida japonesa (o Marcelo brinca que só assim mesmo pra eu comer legumes rsrs), adoro fazer origami (dobradura de papel). E adoro mangás e animes. E a tecnologia japonesa (as primeiras fábricas de empresas japonesas vieram pro Brasil atrás da mão de obra imigrante). E admiro a disciplina japonesa. E as artes marciais.Etc.

Em 18 de abril de 1908, o navio Kasato Maru desembarcou em Santos 781 japoneses a fim de trabalham na agricultura paulista. Poucos ficaram no litoral, a maioria foi plantar café (e outras coisas, nas hortas a que tinham direito). Trouxeram coisas deliciosas como o caqui. Esse foi o marco inicial da imigração maciça de japoneses para o Brasil.

Mas, segundo o historiador Marcelo Abreu, não foi o início da imigração japonesa para o Brasil. A primeira colônia agrícola de japoneses implantou-se em 1907 no norte fluminense, comprada pelo governo do Estado e aprovada pelos japoneses para se implementarem. Infelizmente, a colônia não durou muito. Solo esgotado e falta de apoio tanto do governo quanto da Companhia de Imigração Japonesa (que inicialmente deram apoio à iniciativa) foram alguns dos fatores para que a família Kumabe desistisse do projeto 5 anos depois. Mesmo assim, fotos da família Kumabe foram apresentadas como estímulo para que a imigração maciça acontecesse.

Mais sobre o assunto:

Revista de História da Biblioteca Nacional
e Livro contesta aniversário da imigração japonesa

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Now playing:
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ps: caso não tenham notado, o novo endereço do blog é http://alindeg.blogspot.com