domingo, 7 de fevereiro de 2010

SAIA

SAIA: "

www.blogdomangabeira.com


LOL Adorei
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Ebooks de Jane Austen de graça na Biblioteca Britânica

Ebooks de Jane Austen de graça na Biblioteca Britânica: "
Segundo o Times Online, mais de 65.000 obras do século XIX da coleção da Biblioteca Britânica, estarão diponíveis online na primavera do hemisfério norte. Livros da coleção da biblioteca, como Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, Bleak House, de Charles Dickens e The Mayor of Casterbridge, de Thomas Hardy, poderão ser baixados com a mesma aparência dos originais, incluindo os caracteres da época e as ilustrações. O projeto que é uma criação da Microsoft, também colocará os ebooks à venda no site da Amazon para os proprietários do Kindle. Segundo o Times Online, a Microsof e a Biblioteca Britânica, que possuem pelo menos uma cópia de cada livro publicado no Reino Unido, passaram três anos escaneando os livros. E o projeto não para por aí: obras do século XX que já caíram em domínio público também farão, futuramente, parte do acervo online da biblioteca."

Amei, amei a notícia. Seria bibliófila, se tivesse condiçõe$ pra tanto. Como não tenho, compro o máximo que posso - ainda acho que vou ter uma coleção de edições dos livros que mais amo. Até por amar tipologia e ilustração. Amo mesmo!
Mas saber que posso acessar esses livros amados e o melhor, saber como foram as primeiras edições... mal posso esperar pela primavera de lá *.*

Novo membro do Blogblogs: eu


BlogBlogs.Com.Br


Continuando a minha saga em busca de novos leitores, cá estou eu me cadastrando no BlogBlogs... pra conseguir novos leitores e novos blogs interessantes pra acompanhar. É, dessa vez NÃO VOU ABANDONAR O BLOG. E vou manter o mantra mentalmente: não vou abandonar o blog, não vou abandonar o blog, não vou abandonar o blog...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Top 5 literatura

Fiquei bastante tempo da minha vida implicando com listas de favoritos. Não implicando com o fato de outros fazerem, mas com a possibilidade d'eu fazer. Não sei se por preguiça, ou por achar que não tenho imaginação pra fazer diferentes listas, ou se porque me sinto com pouca cultura(tanto erudita quanto pop) para fazer listas decentes. Na verdade, sei: não fazia por uma mistura desses elementos. Mas, como adoro mudar de opinião, bastou um amigo me mandar pelo Facebook uma lista de 10 melhores filmes de terror/suspense espanhóis pra eu encarar a tarefa de fazer meu primeiro Top 10: Top 10 livros. No final, gostei do exercício, e vou voltar aos clichês de quem gosta de fazer listas: é divertido, faz pensar no porque você gosta de algo(que é essencial)... e outras coisas que agora não to lembrando e não concordava.
Vou aqui fazer um post sobre os 5 melhores colocados, pra começar meus posts Top 5 no blog.


5. Crônicas de Artur - Bernard Cornwell
Sempre gostei de romances de aventuras, desde pequena. Como diz uma amiga, sou "bélica e perturbada",como ela(que definiu assim as meninas que gostam de histórias de aventura, etc). A-do-ro essa trilogia, um romance histórico sobre a Távola Redonda, sendo a pesquisa histórica fundamental para a ficção: Artur não é rei, os romanos saíram das Ilhas tem pouco tempo... a história é narrada por um aliado de Artur. E mesmo assim as narrativas de batalhas são ótimas. Uma ótima versão para uma história que sou apaixonada desde criancinha.
Como já falei nesse post (resenha completa da trilogia), o meu nick, Ceinwyn, veio daí: da personagem feminina que mais me identifiquei até agora.

4. Orgulho e Preconceito - Jane Austen
No geral, sou mais chegada a outros tipos de literatura do que o de "menininha", mas Orgulho e Preconceito me cativou de uma forma que não tinha como não entrar nessa lista. As personagens são muito bem construídas, o contexto da história muito bem apresentado, a narrativa cativante. A heroína, Lizzie Bennet, não deixa de ter seus defeitos por ser heroínas. Mr. Darcy, seu par, é um príncipe encantado que tem seus momentos completamente irritantes. E os outros personagens, tão bem construídos que parece que os conhecemos.
Possivelmente um homem que vença a barreira do preconceito de pegar um livro "de mulher" vá se surpreender com o romance, que,escrito por uma mulher, tendo como heroína uma mulher, não é nada meloso. Pelo contrário: a narrativa da história é construída de forma crítica,em relação aos personagens e ao contexto social da época, de forma que é um ótimo representante de uma aguçada visão feminina sobre a Inglaterra da virada do XVIII para o XIX.

3.Senhor dos Anéis - J.R.R.Tolkien

Lá vem a minha perturbação bélica de novo. Mas bom, eu gosto meesmo de aventuras, e ambientadas em algo similar à Idade Média então... Incrível é que o esqueleto da história é muito simples: há um objeto mágico extremamente poderoso e maléfico que precisa ser destruído. Ponto. O que é interessante é o desenrolar da história, em que os heróis passam por aventuras completamente cativantes e até mesmo motivadoras, podendo até fazer que nos inspiremos neles (confesso que até mesmo o chato do Frodo me inspira). Mesmo sendo fã do livro, confesso que alguns trechos podiam ser menores... e só.
E não é só a ambientação fantástica, fruto de um perfeccionismo de um linguista (Tolkien, pra quem não sabe, era prof. de Oxford e estudava línguas medievais) que faz com que a obra seja apaixonante. Qualquer pessoa que pesquise um pouco sobre as suas inspirações, se for uma pessoa curiosa, vai conhecer clássicos da literatura medieval, ou vai começar a ler sobre crítica literária(nem que seja fantástica, apenas). Tolkien, além de ótimo entretenimento, é um grande inspirador de novas leituras, e essa é uma qualidade que admiro muito em um escritor.
Pessoalmente, devo muito a ele. Passei boa parte da minha adolescência lendo bem pouco (er, de 5 a 10 livros por ano), e depois de ler Senhor dos Anéis é que o hábito de ler foi voltando com força (e só esse ano já li 10...). E ainda outra: li no início da faculdade, e com o pequeno impulso dado por SdA fui fazer as obrigatórias de medieval e... é, além de contribuir pra eu voltar a ter hábito de ler, ainda deu o pontapé inicial pra eu escolher em que queria me especializar...

2. Ficções - J. L. Borges

Engraçado que peguei esse livro na estante da minha mãe apenas pra ver o que afinal o Borges tem de gênio (tinha lido O informe Brodie e não tinha me convencido...). No final da leitura de quase todos os contos do livro, tinha que recolher meu queixo no chão. O livro é uma reunião de contos escritos na primeira metade do século passado sobre ficções inventadas pelo próprio Borges. Seria uma coletânea de resenhas, se os livros resenhados não fossem eles ficcionais. A escrita é brilhante, ora nos remetendo a hábitos de leitura diferenciados, ora realizando versões de ficções existentes, ora nos remetendo à paixão que todos nós, admiradores dos livros, temos por bibliotecas. E ainda nos faz pensar sobre noções de historicidade!
Um livro de um apaixonado por literatura para outros apaixonados. Brilhante. Brilhantemente escrito. Para ler e reler muitas vezes.

1.O Médico e o Monstro - R. L. Stevenson

Li há bastante tempo e confesso (shame on me), que nessa edição mesmo da Martin Claret (ainda escrevo aqui porque boicoitar a M.C.). Mas enfim, adoro esse livro porque ele retrata a minha visão sobre a humanidade: em geral, somos um pouco médicos e um pouco monstros. Não há maniqueísmo possível em se tratando de pessoas normais (estou claramente tirando os psicopatas do cesto). Sim, todos temos monstros dentros de nós que suprimos graças ao nosso desejo de nos manter em sociedade.
Claro que a forma de se pronunciar isso, no livro, é bem simples e com a mentalidade posta de forma clara na cientificidade do século XIX. Mas simplicidade pode ser também uma qualidade... e não é porque o livro é datado que é menos atual:é sobre o homem, e não sobre a imaginação do século retrasado que se trata.
E bom, é uma visão pessimista da humanidade, mas quem achava que eu sou otimista e amo todo mundo está bem enganado. Tenho o riso fácil e gosto de trocar idéias, mas daí a achar que todo mundo é bonzinho (inclusive eu, tenho meus demônios) tem uma grande distância...


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Zumbilândia


Anteontem eu vi Zumbilândia, coisa que recomendo a todos os que estiverem lendo esse post (vocês existem?) que façam. O filme é muito engraçado, MESMO. E olha, eu não sou nem fã de terror nem de zumbis, mas das raras comédias bem feitas. E é o que Zumbilândia é: uma comédia muito bem feita. De rir do início ao começo ao fim do filme. De se apaixonar por personagens que geralmente vc não se apaixona (o Badass caipirão, o nerd medroso, a aproveitadora gostosa). E bom, me apaixonei por todos eles (menos apaixonada pelo nerd, mas mesmo assim...).
Aconteceu uma coisa que ainda não defini bem o que: como disse, não sou fã de terror. Detesto cenas nojentas. E ou as resenhas que eu li estão muito toscas ou eu que estou ficando menos fresca: achei as cenas gore engraçadas. Sim, achei graça do que geralmente não vejo graça nenhuma.
Não sou grande conhecedora de filmes (ou o que quer que seja) de zumbis, mas quem conhece gostou. E quem não conhece (tipo eu) fica com mais vontade de conhecer...e de ver de novo o filme, porque rir por causa de um filme nunca é demais...


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Now playing: Red Planet - Zombina And The Skeletones
via FoxyTunes

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Nova York: a vida na grande cidade – Will Eisner


O livro, originalmente publicado em 2006, saiu aqui no Brasil no ano passado. É uma coletânea de quatro graphic novels escritas por Will Eisner entre 1981 e 1992: Nova York: A grande cidade (1981-6), O edifício (1987), Caderno de tipos urbanos (1989) e Pessoas invisíveis (1992). Will Eisner, de família imigrante judia nova-iorquina, foi um dos maiores mestres dos quadrinhos no século XX e até 2005, quando morreu. Começou a sua carreira na década de 1930, tendo feito de tudo um pouco no mundo dos quadrinhos – desde educacionais, passando por suplementos em jornais até as graphic novels e as aulas ministradas na Escola de Artes Visuais de Nova York.

Nova York:a grande cidade e Cadernos de tipos urbanos são dois trabalhos compostos por crônicas em formato de vinhetas. A partir de uma aguçada percepção do que usualmente passa despercebido (as histórias que um bueiro poderiam contar, por exemplo), Eisner compôs suas vinhetas. Muitas delas mudas,com maestria em capturar expressões e seus possíveis significados e em desenhar os lugares retratados, nos fazendo pensar "como eu não tinha reparado nisso?". Retratando Nova York, Eisner o faz de uma forma que qualquer morador de uma grande cidade se identifique. Aqui, é da relação Homem-Espaço e Homem-Homem, que se trata. E, apesar de ser Nova York, o retrato do espaço é realizado nos lugares comuns às grandes cidades: bueiros, hidrantes, cortiços, mansões.

O edifício e Pessoas invisíveis, por outro lado, são coletâneas de ficções sobre personagens urbanos (personagens, não tipos urbanos). Na primeira graphic novel, os quatro contos giram em torno de um edifício, as tristes histórias de pessoas solitárias narradas a partir da relação de suas vidas com o prédio. No segundo livro, as histórias mais tristes – como o título Pessoas invisíveis sugere. São três histórias de pessoas solitárias, três como tantas existem tantas nas ásperas grandes cidades.

A Nova York de Eisner não é nada glamourizada. O que é sempre enfatizado é a solidão a que a vida urbana pode levar – tanto para os pobres como para os ricos (sendo, nessa coletânea, a ênfase nos primeiros). As tragédias do dia-a-dia relegadas a talvez uma pequena nota num jornal, as alegrias não compartilhadas. A crônica aqui é do cotidiano, das dificuldades da vida.

Enfim, um livro para amantes de quadrinhos e de crônicas urbanas. E para ser lido em casa, devido ao seu tamanho.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Dia do Quadrinho Nacional


A homenagem não é minha: roubei do Twittpic do DJota Carvalho, jornalista do Mundo HQ. Bem legal, não?

Aff, foi só eu falar que ia passar a semana escrevendo sobre HQs nacionais que a vontade de escrever sobre outras coisas se sobressaiu.... rsrs
Bom, de um jeito ou de outro vou atualizando essa bagaça,e nesse post eu vou citar o Pedro de Luna, do Blog de Quadrinhos do JB.
Vamos então aos trechos seleciondos desse post:
Em contraponto à crise sentida no mercado de quadrinhos dos EUA e Europa, autores e editores brasileiros afirmam que 2009 foi um ano bom para esta arte produzido no Brasil. A explicação é longa, mas passa pela imensa variedade de temas, gêneros e estilos de desenho, associada a uma crescente profissionalização.
[...]
A editora Devir, que mais lança HQs por ano, também manteve uma boa quantidade de publicações de qualidade. O editor Douglas Quinta Reis confirma a intenção de manter o ritmo em 2010.

– Em janeiro, já lançamos Joquempô, de Rogério Vilela e Nelson Cosentino, o primeiro trabalho de um projeto de fôlego. Outras coisas estão a caminho, entre eles um livro novo do Laudo Ferreira, outro do Marcatti e dois do Fernando Gonsales – adianta Reis. – Também acho importante ter pesquisas e textos teóricos sobre o assunto. Estamos planejando um livro sobre o Ângelo Agostini com o Maringoni e outro sobre ficção científica produzida no Brasil com a Mary Elisabeth Ginway.
A editora Gabriela Javier, da Desiderata, concorda que 2009 foi um ano de valorização dos quadrinhos pelo mercado editorial, com mais destaque aos lançamentos tanto na imprensa como nas livrarias.

– Espero que essa valorização continue e que o mercado não desanime com os resultados, que não são tão rápidos quanto os dos livros tradicionais – torce Gabriela. – E que o público continue descobrindo que há títulos para todos os gostos, dos super-heróis até temas profundos.
[...]
Para Rogerio de Campos, da Conrad, o mercado vai se abrir mais para o quadrinho nacional à medida em que o público for seduzido: – Falta um novo quadrinho popular brasileiro, que vai surgir, naturalmente, de um canto inesperado do país.



Parte do que deixei de lado do destaque foi o sucesso das versões mangá da Turma da Mônica e da Luluzinha. É uma pena que seja o mais destacável como sucesso, sem querer subestimar os dois. Mas eu gostaria de saber que André Diniz e Allan Sieber, outros destaques, têm mais sucesso do que o atual. Bom, talvez eu mesma esteja um pouquinho impaciente pro mercado nacional de quadrinho crescer...

Vou lendo meus blogs de tirinhas, os sobre HQs... e contribuindo com propaganda dos mesmos e comprando quantos álbuns nacionais eu puder (pelo $ e pela qualidade dos mesmos, né, comprar só pra falar que tenho não é meu estilo).

Vou por enquanto deixando as indicações acima e mais uma, boas pra se manter atualizado no que acontece por aqui. O último a ser citado aqui é o Blog dos Quadrinhos, do Paulo Ramos - jornalista e professor de português.